
O dólar à vista iniciou as negociações próximo à estabilidade nesta quinta-feira (27), alternando entre leves oscilações positivas e negativas logo nos primeiros minutos do pregão nacional. Nas negociações matutinas, por volta das 10h30, a moeda norte-americana registrava um recuo marginal de 0,01%, cotada a R$ 5,1515, após abrir o dia negociada a R$ 5,1530. Paralelamente, o contrato com vencimento para setembro apresentava avanço de 0,12%, alcançando R$ 5,1570, em um cenário econômico movimentado tanto por dados domésticos quanto por divulgações internacionais.
Ao longo das primeiras horas do dia, a cotação à vista transitou entre a mínima de R$ 5,1495 e a máxima de R$ 5,1580. No encerramento da sessão anterior, a divisa havia registrado valorização de 0,22%, finalizando cotada a R$ 5,1518, após oscilar dentro de uma faixa compreendida entre R$ 5,1405 e R$ 5,1655.
Cenário internacional e commodities
No mercado internacional, o índice DXY — responsável por mensurar o comportamento do dólar em relação a uma cesta composta por seis principais moedas fortes — também operava com variações contidas e próximas à estabilidade. Entre as moedas de países emergentes, o panorama demonstrava divisão no desempenho. No setor de commodities, os contratos do petróleo operavam em alta, embora com fôlego restrito, mantendo a referência Brent abaixo da marca de US$ 90 por barril.
Os investidores ao redor do globo repercutiram os resultados corporativos da Nvidia, que superaram as expectativas projetadas pelo mercado, enquanto avaliavam os reflexos potenciais de novas diretrizes tarifárias dos Estados Unidos voltadas ao setor de semicondutores. Outro ponto de atenção no radar geopolítico envolveu as incertezas persistentes acerca da reabertura do Estreito de Ormuz. A administração da Casa Branca declarou durante a manhã que não existem tratativas diplomáticas em andamento com o Irã e que o bloqueio naval direcionado a Teerã permanece em plena vigência.
A pauta externa incluiu ainda o início das discussões do tradicional simpósio de Jackson Hole, evento precedido pela divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos. O indicador registrou alta de 0,2% no mês de julho em comparação a junho, acumulando avanço de 3,7% no período de 12 meses, patamares situados acima das previsões consensuais de 0,1% e 3,6%, respectivamente. No mercado de trabalho norte-americano, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego apresentaram retração de 4 mil, totalizando 203 mil solicitações, ao passo que os pedidos continuados diminuíram em 18 mil, alcançando 1,778 milhão.
Indicadores econômicos e atuação do Banco Central no Brasil
No âmbito doméstico, o Banco Central divulgou os dados do setor externo, apontando um déficit em conta corrente de US$ 8,11 bilhões referente ao mês de julho. No mesmo período, o fluxo de Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 7,46 bilhões, elevando o montante acumulado nos primeiros sete meses do ano para US$ 54,446 bilhões. Já a taxa de desocupação, calculada por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), situou-se em 5,3% no trimestre encerrado em julho, mantendo-se em total alinhamento com a mediana das projeções do mercado financeiro.
O mercado também acompanhou de perto as operações de intervenção do Banco Central no mercado de câmbio. A autoridade monetária realizou a venda integral de US$ 1 bilhão por meio de um leilão de dólares à vista, além da oferta de 20 mil contratos de swap cambial reverso, montagem equivalente a outros US$ 1 bilhão, com ambas as operações com data de vencimento programada para 1º de outubro. No período da tarde, as atenções dos agentes financeiros se voltaram para a divulgação do resultado fiscal do Governo Central referente ao mês de julho.
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Fonte:: canalrural.com.br




