Estados do SulMaSSP Trabalham em Unificação de Dados sobre Desastres Naturais

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

Os cinco estados que compõem o Grupo dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SulMaSSP) — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul — firmaram um acordo para implementar uma metodologia conjunta voltada para a coleta e análise de dados sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos. A decisão foi revelada nesta quarta-feira (24), durante a avaliação dos trabalhos realizados pelos Grupos de Trabalho Permanentes na sexta edição do encontro, que ocorreu na sede do 9º Batalhão de Bombeiro Militar do Paraná, localizado em Foz do Iguaçu.

A proposta foi desenvolvida no contexto do Grupo de Trabalho de Gestão Integrada de Crises e Desastres, que é coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR). O trabalho contou com a colaboração de representantes das forças de segurança dos cinco estados envolvidos. A principal meta é criar uma base unificada de informações que facilite a identificação de padrões regionais, sirva de orientação para políticas preventivas e melhore as ações coletivas de preparação e resposta a desastres.

De acordo com o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo de Tarso Sanson, essa iniciativa é fundamental para o fortalecimento da cooperação entre os estados e para o aumento da capacidade de planejamento diante de eventos que, muitas vezes, não respeitam fronteiras regionais.

“Ao compartilhar informações e elaborar diagnósticos de forma conjunta, os estados estão criando condições para planejar ações mais eficazes e coordenadas. Esse trabalho permite antecipar cenários, direcionar recursos e aprimorar a capacidade de resposta das instituições frente a desafios comuns na região”, ressaltou.

Os integrantes do grupo definiram uma metodologia comum para a coleta e análise de dados, além de um cronograma para a realização de levantamentos similares em cada um dos estados. A expectativa é que o diagnóstico regional seja finalizado em um período de 6 a 10 semanas, resultando em uma base de dados comum que poderá subsidiar futuras estratégias integradas.

Os trabalhos seguem as diretrizes estabelecidas pela Portaria Interministerial MIDR/MJSP nº 4/2025, que institui o Protocolo de Atuação Integrada em Situações de Desastre. Essa norma estabelece procedimentos padronizados para a atuação conjunta dos órgãos responsáveis por ações de socorro, resgate e assistência humanitária, além de definir critérios para a mobilização de recursos e a integração entre as diversas instituições envolvidas.

Conforme explicou o tenente-coronel do CBMPR Ícaro Gabriel Greinert, neste momento, a prioridade é entender a realidade dos estados participantes antes de definir os protocolos operacionais em conjunto.

“O primeiro passo é ter clareza sobre os desastres que ocorrem em cada região, os períodos de maior frequência e os impactos que esses eventos trazem. Com esse diagnóstico em mãos, poderemos planejar ações de prevenção, preparação e resposta mais eficazes, além de fortalecer a colaboração entre os estados em situações de crise”, disse.

Para fundamentar a construção da metodologia, o grupo utilizou como referência um levantamento realizado a partir das informações do Sistema da Defesa Civil do Paraná, que analisou uma década de ocorrências relacionadas a desastres no Estado.

Os dados obtidos revelaram um padrão sazonal bem definido: entre setembro e novembro, foram registradas 2.315 ocorrências, correspondendo a 42,1% do total de eventos analisados, sendo os vendavais e episódios de granizo os mais frequentes. O período de janeiro a março contabilizou 1.530 ocorrências, ou 27,8% do total, sendo caracterizado por enxurradas e alagamentos decorrentes de chuvas intensas. Outubro destacou-se como o mês com o maior número de registros na série histórica, totalizando 1.197 ocorrências.

Os participantes do grupo ressaltam que a identificação desses padrões é crucial para direcionar ações preventivas antes dos períodos de maior risco, o que pode reduzir os impactos sobre a população e aumentar a eficácia na resposta dos órgãos públicos.

A próxima fase do trabalho consistirá na aplicação da metodologia pelos demais estados que fazem parte do SulMaSSP. Após a conclusão do diagnóstico regional, o grupo planeja avançar para a formulação de propostas focadas na prevenção, preparação, resposta e reconstrução em situações de desastre, com o intuito de fortalecer a integração entre as forças de segurança e as instituições de proteção e defesa civil.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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