O cenário político brasileiro ganhou repercussão internacional nesta segunda-feira, dia 5, após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, veio a público para celebrar o que classificou como uma “grande vitória” de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto, embora tenha ponderado que o país caminha para uma votação final “muito disputada”.
As declarações de Trump ocorrem na sequência da apuração oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apontou o senador do PL na liderança da disputa presidencial. Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro encerrou o pleito de domingo com 47,03% dos votos válidos, ficando dois pontos percentuais à frente do atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 45,16%.
“É uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Incrível”, declarou o líder norte-americano ao comentar os desdobramentos do pleito brasileiro que definirá o futuro chefe do Executivo federal no segundo turno.
Desempenho expressivo do PL no Congresso Nacional
Além da vantagem conquistada na corrida presidencial, o partido de Flávio Bolsonaro registrou um crescimento expressivo no Poder Legislativo, consolidando sua força no Senado Federal para os próximos anos. A legenda conseguiu eleger 19 novos senadores, praticamente duplicando a sua representatividade na Casa.
Com o resultado das urnas, a partir de 2027, a bancada do PL deverá contar com 28 cadeiras no Senado, tornando-se a principal força política da instituição. O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupará a segunda posição em termos numéricos na Casa legislativa, com um total de nove parlamentares, enquanto siglas de centro e de esquerda registraram encolhimento em suas bancadas em comparação com a legislatura anterior.
O processo eleitoral brasileiro segue agora para a fase de campanha do segundo turno, onde os dois principais candidatos buscarão ampliar suas alianças e conquistar o eleitorado de centros urbanos estratégicos e de partidos que ficaram fora da disputa final. A votação definitiva está marcada para as próximas semanas, mantendo a atenção de analistas políticos nacionais e internacionais sobre os rumos da maior economia da América Latina.
Foto: Ronaldo Schemidt/RONALDO SCHEMIDT
Fonte:: estadao.com.br


