O mercado de tecnologia e infraestrutura digital no Brasil passa por um momento de forte expansão, impulsionado principalmente pela descentralização de serviços essenciais e pela busca corporativa por maior eficiência operacional. A EVEO, empresa brasileira especializada em servidores dedicados e nuvem privada, vive em 2026 o período mais consistente de toda a sua trajetória operacional na região Nordeste. Os números refletem essa alta: o volume de novos negócios fechados na área supera com folga o patamar registrado no mesmo período do ano anterior, enquanto a carteira de clientes locais apresentou uma expansão expressiva de 62% nos últimos doze meses.
Desde o início das operações estratégicas na região, estruturadas em 2024, a base de consumidores e parceiros da companhia multiplicou-se de maneira exponencial, acumulando um avanço notável de 272%. Esse cenário de crescimento acelerado serve como a principal base de sustentação para o plano de negócios de longo prazo da organização, que projeta alcançar a marca de R$ 500 milhões em receita bruta até o ano de 2030.
O pano de fundo para essa demanda crescente está na transformação digital das empresas nordestinas, que buscam soluções robustas para sustentar suas operações. A procura é liderada por servidores dedicados, ambientes de nuvem privada (private cloud) e capacidade de processamento com GPUs dedicadas, voltadas especialmente para projetos avançados de inteligência artificial. Organizações de diversos setores têm priorizado a contratação de operações locais, uma estratégia fundamental para reduzir a latência de rede e garantir níveis elevados de disponibilidade para aplicações consideradas de missão crítica.
Nesse ecossistema, o estado do Ceará desempenha um papel logístico e técnico central. Levantamentos especializados apontam que aproximadamente 90% de todo o tráfego internacional de internet que ingressa no território brasileiro passa pela Praia do Futuro, em Fortaleza. O local abriga dezenas de cabos submarinos de alta capacidade que conectam diretamente o Brasil a continentes como Europa, África, além de países do Caribe e dos Estados Unidos, consolidando a capital cearense como o principal hub de conectividade e porta de entrada de dados da América Latina.
Aproveitando essa vantagem logística, a EVEO já opera uma infraestrutura própria de data center Tier III em Fortaleza desde 2024. Contudo, a necessidade de expandir a cobertura geográfica levou a empresa a planejar e ocupar uma nova unidade de alto padrão na cidade de Recife, em Pernambuco. A decisão estratégica responde à escassez de infraestrutura de ponta distribuída de maneira uniforme em uma região de dimensões continentais.
Especialistas apontam que a distância rodoviária entre Fortaleza e Recife é de aproximadamente 800 quilômetros, o que representa cerca de dez horas de viagem de carro. Essa distância física torna inviável atender com excelência e baixa latência toda a extensão territorial do Nordeste a partir de um único ponto centralizado, sobretudo para empresas cujos sistemas exigem respostas em tempo real.
Com a implantação do novo data center Tier III na capital pernambucana, cuja inauguração está programada para breve, a empresa passa a cobrir de forma redundante os dois principais polos econômicos e tecnológicos do Nordeste. A infraestrutura duplicada amplia significativamente a capacidade de entrega de servidores dedicados, nuvem privada e processamento gráfico de alta performance, sempre alinhados a padrões rígidos de missão crítica e com custos competitivos, posicionando os recursos computacionais fisicamente mais próximos dos usuários finais.
“A localização da infraestrutura vai além de uma decisão técnica. É um fator estratégico para o negócio. Estar em Fortaleza e, a partir de agora, também em Recife nos permite oferecer menor latência, maior disponibilidade e uma experiência muito mais consistente para os clientes de todo o Nordeste. Estamos crescendo na região em ritmo superior ao do ano passado, e o novo data center chega para sustentar a próxima etapa dessa expansão rumo à meta de R$ 500 milhões em receita até 2030”, destaca José Henrique Bermejo, executivo que atua como CRO da EVEO.
Com a consolidação dessas unidades regionais, o setor de tecnologia da informação no Nordeste ganha maturidade, atraindo novos investimentos e oferecendo às empresas locais ferramentas comparáveis às disponíveis nos grandes centros financeiros do Sudeste. A movimentação reforça a tendência de descentralização e fortalece a economia digital em várias capitais brasileiras.
Fonte:: convergenciadigital.com.br


