IAT cerca áreas degradadas do Pico Paraná para viabilizar restauração ambiental

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) implementou restrições de acesso a determinadas áreas do Parque Estadual Pico Paraná, localizado nos municípios de Campina Grande do Sul e Antonina, com a finalidade de promover a regeneração e a preservação ambiental em zonas que sofreram degradação significativa. A iniciativa ocorre em colaboração com voluntários, que ajudam na instalação de estacas e cordas para delimitar áreas nos Picos Caratuva e Itapiroca, locais que enfrentam sérios danos devido ao elevado fluxo de visitantes.

A proposta é manter essas áreas restritas por um período indeterminado, permitindo que a vegetação e o ecossistema locais se recuperem adequadamente. A medida faz parte de um conjunto de ações estratégicas do IAT voltadas para a proteção da Unidade de Conservação.

Adicionalmente, o IAT também está demarcando áreas específicas autorizadas para acampamento no Pico Itapiroca. No setor Caratuva, os locais permitidos para acampamento são Abrigo 1, Abrigo 2 e Itapiroca, enquanto no setor Camapuã, fazem parte da lista Camapuã, Siririca e Cerro Verde. Essas ações estão alinhadas com o Plano Emergencial de Uso Público do parque, que busca equilibrar a visitação e a conservação ambiental.

Luísa Panek Marques, bióloga do Instituto, ressaltou a importância do projeto: “Estamos comprometidos em garantir a restauração ambiental, que é uma tarefa de longo prazo. Algumas áreas marcadas estão em estado crítico de degradação, necessitando de mais tempo para se recuperarem. Portanto, o prazo de restrição vai depender da evolução de cada local.”

Ela também destacou a necessidade de colaboração dos visitantes: “A participação da população é fundamental. Pedimos que todos respeitem as demarcações estabelecidas. Somente por meio dessas iniciativas conseguiremos preservar os morros do parque e evitar danos que comprometam a experiência de futuras gerações.”

O Parque Estadual Pico Paraná, criado pelo Decreto Estadual nº 5.769 em 5 de junho de 2002, localiza-se na Serra do Mar paranaense, especialmente na Serra Ibitiraquire, cujo nome em tupi significa “Serra Verde”. O parque é renomado entre aventureiros e montanhistas, abrigando o maior pico da região Sul do Brasil, com impressionantes 1.877,39 metros de altitude.

Composta por cinco picos e um morro, a unidade de conservação não é facilmente acessível, exigindo dos visitantes trilhas que variam entre 3,5 km e 10 km. O parque apresenta uma rica diversidade de fauna e flora nativos, caracterizada por florestas densas que incluem arbustos, xaxins, trepadeiras, bromélias, orquídeas e samambaias, além de árvores imponentes como cedros, canjaranas, figueiras-brancas, canelas-pretas e sassafrás.

Em termos de fauna, o parque é lar de mais de 71 espécies animais, incluindo bugios, serelepes, pacas, ouriços, quatis, cutias e jaguatiricas. Além disso, também abrigam espécies ameaçadas, como a onça-pintada e a suçuarana, ressaltando a importância da preservação desses ambientes para a biodiversidade local.

O trabalho do IAT e a conscientização da população são cruciais para garantir que o Parque Estadual Pico Paraná continue a ser um espaço de beleza natural e um recurso valioso para o turismo e a conservação ambiental no estado do Paraná.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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