Na noite desta segunda-feira (6), os Estados Unidos enfrentaram a Bélgica no estádio Lumen Field, em Seattle, e não conseguiram evitar uma derrota contundente, sendo goleados por 4 a 1 em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Com esse resultado, a Bélgica avança para a próxima fase, onde enfrentará a Espanha na sexta-feira (10), às 16h (de Brasília), após os espanhóis terem vencido Portugal por 1 a 0.
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Os EUA contaram com uma ajuda inesperada da Fifa nesta partida. O atacante Balogun, que havia sido expulso no jogo anterior contra a Bósnia Herzegovina, deveria cumprir suspensão automática, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio. Ele fez um pedido formal à Fifa para a anulação da suspensão, e a entidade atendeu ao pedido, permitindo que Balogun jogasse.
Até o encontro de 32 seleções, os americanos se mostraram dominantes, buscando o ataque e contando com o apoio da torcida. No entanto, nesta partida, quem ditou o ritmo foi a Bélgica. O técnico Rudi Garcia optou por deixar em campo jogadoras-chave como De Bruyne e Doku no banco, escalando Lukébakio e De Ketelaere no time titular, uma estratégia que se mostrou eficaz.
A seleção belga começou com tudo, criando a primeira grande chance de gol logo no início. Em uma troca de passes, Castagne chutou forte, e o goleiro Freese teve que se esticar para evitar o gol. Apesar dos esforços americanos para ter mais posse de bola, os belgas se mostraram superiores e dominaram as divididas.
Aos 7 minutos, a Bélgica teve outra oportunidade quando um chute de Tielemans dentro da área ficou longe do gol, mas a sorte dos EUA não durou muito. Na terceira chegada belga, Trossard cruzou da esquerda, e De Ketelaere teve um fácil trabalho para marcar o primeiro gol da partida.
Após o gol, a pressão belga aumentou, enquanto os EUA lutavam para desenvolver seu jogo. A primeira tentativa efetiva da equipe americana ocorreu quando Balogun sofreu falta próximo à meia-lua, criando uma oportunidade de cobrança de falta. Tillman aproveitou a chance e, de forma surpreendente, marcou um belo gol, empatando o jogo.
Entretanto, a alegria dos americanos foi breve. No lance seguinte, Trossard novamente cruzou da esquerda, e De Ketelaere, muito bem posicionado, voltou a marcar para a Bélgica, colocando-os novamente à frente.
O domínio da Bélgica continuou, evidenciado pelas estatísticas do primeiro tempo, onde a equipe belga teve 11 chutes, acertando 5 no gol, enquanto os EUA conseguiram apenas 3 tentativas, com apenas uma delas acertando a meta.
O segundo tempo trouxe uma mudança de postura da seleção americana, que começou a pressionar a defesa belga. Porém, a esperança foi rápidamente severamente reduzida após uma falha do goleiro Freese, que originou o terceiro gol da Bélgica. Ao tentar cortar um lançamento, Freese confundiu-se, possibilitando que De Ketelaere recuperasse a bola, deixando Vanaken livre para marcar.
Após a parada para hidratação, os EUA foram com tudo para cima e criaram boas oportunidades, mas não conseguiram converter os chutes em gols. Com dois chutes perigosos, um de Berhalter e outro de Balogun, ambos dignos de destaque, os americanos quase diminuíram a diferença, mas o goleiro belga Courtois estava em uma boa noite.
Enquanto os americanos buscavam um milagre, a Bélgica teve suas tensões e, em um contra-ataque, Lukaku selou o destino, marcando o quarto gol aos 47 minutos, silenciando o público em Seattle.
Com essa vitória, a Bélgica avança para a fase de quartas de final, marcando o quarto avanço consecutivo neste estágio em Copas do Mundo. O histórico da equipe mostra que em 1986, terminou em quarto lugar; em 2014, foi eliminada nas quartas de final pela Argentina, após passar pelos EUA, e em 2018, foi terceira colocada.
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Fonte:: bemparana.com.br




