No último domingo (26), o Grande Jogo Regional 2026, o maior evento do calendário escoteiro no estado do Rio de Janeiro, atraiu 4.372 participantes, entre crianças, adolescentes e adultos, todos filiados à União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ). O evento foi realizado no Aterro do Flamengo, como parte das celebrações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, que foi comemorado em 23 de abril.
Em entrevista à Agência Brasil, Edinilson Régis, diretor-presidente da UEB-RJ, destacou a importância desse encontro que tem sido realizado no Aterro desde a década de 1980. “Reunimos os escoteiros de todo o estado, de diversas unidades e de todas as idades, do público de 5 a 22 anos, que seguem o método educativo escoteiro baseado em trabalho em equipe, cooperação e protagonismo juvenil”, afirmou Régis.
Atividades educativas e integração
O evento visa promover atividades educativas e de integração, onde crianças e jovens têm a oportunidade de demonstrar seu conhecimento e aprender através de dinâmicas que envolvem criatividade e temas variados, incluindo primeiros socorros. As atividades começaram às 9h e estão programadas para se estender até as 15h, quando os escoteiros retornarão para uma concentração para apresentação dos resultados.
Ellisiane Pereira, mãe de Carlos Henrique, de 12 anos e escoteiro há três anos no Grupo Escoteiro Copacabana, elogiou o impacto do movimento na vida de seu filho. “Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é notável. Todos percebem as habilidades que ele está desenvolvendo”, declarou.
Gabriel Handl, educador no Movimento Escoteiro há 10 anos, também do Grupo Escoteiro Copacabana, acredita que as atividades realizadas vão além do lazer ao ar livre. Para ele, o escotismo desempenha um papel vital na formação de cidadãos melhores. “As atividades que fazemos são uma preparação para formar pessoas de bem em nosso mundo”, explicou.
Desenvolvimento pessoal e social
Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, escoteiro há sete anos no Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, comentou sobre como o escotismo contribuiu para seu crescimento pessoal. “O escotismo me proporcionou muitas amizades e aprendizado sobre liderança, que é fundamental na minha vida”, relatou.
Edinilson Régis enfatizou que o escotismo é um exemplo de educação não formal, funcionando como um complemento às atividades escolares. Ele destacou que o método se baseia no “aprender fazendo”, permitindo que jovens e crianças se tornem protagonistas de seu desenvolvimento e agentes de mudança em suas comunidades. “Desde os primórdios do escotismo, falamos sobre a conservação do meio ambiente”, destacou.
Educação e cidadania
Os escoteiros também focam na educação da cidadania e no autoconhecimento, envolvendo os jovens em projetos que promovem a conscientização ambiental e o respeito ao próximo. “Em nossas atividades, desde os pequenos, trabalhamos por meio do lúdico, para que possam entender valores como amizade, lealdade e respeito à natureza”, afirmou Régis.
A promessa do escoteiro tem como pilares o comprometimento com Deus, o auxílio à pátria e a disposição em ajudar os outros a qualquer momento, sempre respeitando a Lei Escoteira, que abrange dez princípios básicos que promovem a bondade e a amizade. O Movimento Escoteiro, fundado em 1907 por Robert Baden-Powell na Inglaterra, está presente em mais de 170 países e busca educar os jovens através de valores fundamentais.
No Brasil, a União dos Escoteiros foi fundada em 4 de novembro de 1924, e continua a desempenhar um papel significativo na formação de jovens que se comprometem com o desenvolvimento pessoal e social, sempre em busca de um impacto positivo em suas comunidades.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br



