Plataforma x ajusta sistema de recomendação após falha em normas eleitorais

Redação Rádio Plug
3 min. de leitura
Pelas regras eleitorais, as redes sociais não p...

A rede social X implementou modificações recentes em seu algoritmo com o objetivo de bloquear a recomendação de perfis de candidatos políticos na aba personalizada conhecida como “para você”. A intervenção técnica ocorreu após a constatação de que a plataforma havia descumprido diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, órgão que proíbe a inclusão de contas de políticos em sistemas automatizados de sugestão de conteúdo para usuários que não os seguem voluntariamente.

De acordo com a legislação que rege o processo eleitoral, as plataformas digitais estão impedidas de exibir postagens ou perfis de candidatos para o público em geral, exceto nos casos de publicações impulsionadas por meio de pagamentos regulamentados. Em uma verificação preliminar realizada no sistema da empresa, constatou-se que o algoritmo contemplava apenas 665 contas restritas, um número que representava cerca de um terço das mais de 2.107 candidaturas oficiais registradas na Justiça Eleitoral brasileira. Como consequência dessa falha operacional, páginas pertencentes a diversos partidos políticos continuavam a ser sugeridas de maneira imprópria aos internautas.

Diante dos questionamentos públicos a respeito das ausências na lista de bloqueio, a administração da rede social procedeu com a expansão do registro de restrições, abrangendo quase 2.400 perfis durante a noite de uma terça-feira. Investigações conduzidas pela organização Sleeping Giants Brasil, juntamente com verificações independentes, comprovaram que contas associadas a variadas correntes do espectro político ainda figuravam indevidamente nas recomendações automáticas da página.

No dia seguinte à ampliação do filtro, a coligação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma representação formal junto ao TSE. Na petição, o grupo jurídico exigiu que o X receba notificações formais devido a um suposto favorecimento de candidaturas, além de requerer a sincronização constante entre o mecanismo de filtragem da empresa e a base de dados oficial da Justiça Eleitoral ao longo de todo o período de campanha. A responsabilidade pela relatoria do caso foi atribuída à ministra Estela Aranha.

O documento apresentado à Justiça também demanda a preservação de registros técnicos e códigos-fonte da companhia para a realização de futuras auditorias, estendendo a solicitação de esclarecimentos a outras empresas de tecnologia que operam no país. O episódio gerou repercussão internacional quando a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Sarah B. Rogers, repercutiu uma nota oficial da empresa e classificou a exigência regulatória como uma medida de censura imposta pelo Brasil.

Abaixo, confira o comunicado oficial emitido pela equipe responsável pelo código aberto da plataforma:

Fonte:: poder360.com.br

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