No início de abril, o preço do diesel começa a mostrar sinais de acomodação após uma alta acumulada de 22,1% desde o final de fevereiro, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. Dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, uma empresa especializada em mobilidade e gestão de frotas, indicam que o preço do diesel S-10, que atingiu R$ 7,62 por litro na última semana de março, recuou para R$ 7,55 nesta semana.
Durante o mesmo período, os preços de outros combustíveis apresentaram elevações menos acentuadas. A gasolina comum teve um aumento de 7,5%, enquanto o etanol subiu 1,9%. Este levantamento de preços conta com a colaboração da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Outro dado importante a ser destacado é que os sinais de estabilização foram observados também nos demais combustíveis acompanhados pela Veloe. O etanol hidratado, por exemplo, atingiu seu maior preço médio nacional na última semana de março, chegando a R$ 4,80 por litro, e manteve-se em R$ 4,79 nas duas semanas subsequentes. Já a gasolina comum registrou um valor médio de R$ 6,87 na primeira semana de abril, e se manteve em R$ 6,86 na semana seguinte.
De acordo com a pesquisa, a alta nos preços do diesel foi mais acentuada em alguns estados como Bahia (+33,2%), Paraná (+26,2%), Maranhão (+25,9%), Piauí (+25,8%) e Tocantins (+25,9%). Em contrapartida, as menores altas foram observadas na região Norte do país: Acre (+10,8%), Amazonas (+11,3%), Amapá (+14,4%) e Roraima (+14,9%).
Na lista dos maiores preços do litro do diesel, o Acre ocupa a liderança, com o combustível sendo vendido a R$ 8,68. O estado é seguido pela Bahia, onde o preço é de R$ 8,15, e por Roraima, com o litro custando R$ 7,87. Também estão acima da marca de R$ 7,70 os estados do Piauí, Mato Grosso e Pará.
Contrariamente, na segunda semana de abril, os estados com os menores preços para o diesel incluem Espírito Santo (R$ 7,23), Rio Grande do Sul (R$ 7,24), Ceará (R$ 7,25), Distrito Federal (R$ 7,25) e Pernambuco (R$ 7,26).
Apesar dessa acomodação nos preços, a Veloe alerta que o cenário ainda pode pressurizar os valores de outros produtos na economia, refletindo, assim, no bolso do consumidor final. A empresa pontua: “A dúvida agora é se os sinais de trégua – nos preços e no conflito – vão se consolidar ou se novos aumentos estão no horizonte das próximas semanas”.

Fonte: Veloe
Fonte:: infomoney.com.br


