O mercado nacional de combustíveis registrou um movimento de baixa generalizada ao longo do mês de agosto, conforme aponta o levantamento mensal do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O principal destaque do período foi o comportamento do etanol, que liderou a ponta das quedas com uma retração expressiva de 2,82% na média em todo o território nacional. Com o ajuste, o biocombustível passou de R$ 4,25 por litro em julho para R$ 4,13 em agosto, consolidando uma sequência negativa que já dura quatro meses consecutivos.
A gasolina também apresentou alívio para os motoristas, embora em um ritmo mais comedido. O derivado do petróleo registrou uma baixa de 0,44%, saindo de R$ 6,76 para R$ 6,73 por litro. No segmento dos combustíveis pesados, o cenário foi semelhante: o diesel comum recuou 1,17%, encerrando o mês cotado a R$ 6,75, enquanto a variação para o diesel S-10 foi de queda de 0,70%, com o litro comercializado a uma média de R$ 7,05.
Fatores econômicos e o desempenho do setor sucroenergético
De acordo com análises da Edenred Mobilidade, o comportamento de alívio nos valores cobrados nas bombas esteve atrelado diretamente à combinação entre a volatilidade apresentada pelas cotações internacionais do petróleo e as dinâmicas próprias do mercado interno, com ênfase especial na robustez da oferta de etanol. A desvalorização continuada do biocombustível reflete o momento e o desempenho operacional do setor sucroenergético brasileiro.
Reforçando esse cenário de maior disponibilidade de matéria-prima, projeções divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para uma safra recorde de cana-de-açúcar, estimada em impressionantes 705,2 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 4,7% em comparação com o ciclo produtivo anterior. A produtividade agrícola média também demonstrou melhora, calculada em 77.905 quilos colhidos por hectare, com avanço de 3,6%.
No que tange ao processamento industrial nas usinas, houve uma readequação estratégica de portfólio. As unidades produtoras diminuíram o volume destinado à fabricação de açúcar em 2,9%, direcionando maiores esforços para o setor energético. Com isso, as estimativas apontam para uma alta de 9,7% na produção de etanol derivado da cana-de-açúcar e um salto ainda mais expressivo de 17% na fabricação de etanol a partir do milho.
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Panorama regional e disparidades de preços pelo país
Sob a ótica regional, o IPTL revelou que a região Sudeste deteve o etanol mais competitivo de todo o país durante o mês de agosto, registrando preço médio de R$ 3,99 por litro, após uma queda de 3,16% na comparação com o mês anterior. Logo atrás apareceu a região Centro-Oeste, onde o biocombustível foi comercializado pelo valor médio de R$ 4,08.
Em contrapartida, a região Norte concentrou os maiores patamares de preços médios para o conjunto dos combustíveis monitorados, com a gasolina alcançando a marca de R$ 7,25 e o etanol atingindo R$ 5,19 por litro.
Analisando o comportamento individual dos estados brasileiros, São Paulo destacou-se por apresentar o etanol mais barato do país, com média de R$ 3,80 por litro. No extremo oposto, Sergipe registrou a maior média estadual para o biocombustível, alcançando R$ 5,65. O estado de Roraima sobressaiu-se por computar os maiores valores médios absolutos para a gasolina (R$ 7,63), para o diesel comum (R$ 8,30) e para o diesel S-10 (R$ 8,20). Entre os estados com as menores tarifas para o transporte rodoviário, o Paraná figurou com o diesel comum mais econômico, cotado a R$ 6,09, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou o menor valor para o diesel S-10, com média de R$ 6,29.
O IPTL é um indicador consolidado que utiliza como base estatística os volumes de transações de abastecimento efetuados em uma rede composta por 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log espalhados por todas as regiões brasileiras, servindo como termômetro para acompanhar as oscilações do mercado de combustíveis automotivos no país.
Fonte:: canalrural.com.br




