A qualidade do serviço de internet banda larga via satélite fornecido pela Starlink no Brasil tem apresentado oscilações e queda nas velocidades médias de download nos últimos meses. É o que aponta um estudo recente divulgado pela Ookla na última quarta-feira, 29 de julho, detalhando o impacto do crescimento da base de clientes sobre a infraestrutura da empresa no país.
De acordo com os dados levantados pela pesquisa, as taxas de transferência de dados conseguem atingir marcas expressivas durante os horários de menor movimento, alcançando uma média de 149,5 Mbps no meio da noite. No entanto, o cenário se altera de maneira significativa com o avanço do dia, registrando uma queda acentuada para um patamar mínimo de 90,6 Mbps por volta das 13h, período caracterizado pela alta demanda da tarde e pelo pico de conexões simultâneas.
Apesar da variação ainda ser perceptível entre os horários de pico e os momentos de menor tráfego, o levantamento da Ookla indica que houve um aperfeiçoamento na consistência geral do serviço prestado pela operadora de Elon Musk. A diferença registrada entre a velocidade máxima e a mínima de download apresentou uma melhoria na estabilidade, passando de uma oscilação de 48,9% no terceiro trimestre de 2025 para 29,6% no segundo trimestre de 2026.
No panorama geral do mercado de telecomunicações, a Starlink vem consolidando sua presença, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos. Atualmente, a participação da empresa no mercado global voltado para áreas rurais aproxima-se da marca de 10%. Esse patamar coloca a operadora de satélites em uma posição competitiva sólida e relevante frente a provedores tradicionais de banda larga fixa que já operam estabelecidos no território nacional, a exemplo de companhias como Claro e Vivo.

O estudo da Ookla também traz um panorama sobre o perfil de expansão da companhia no país. Entre maio de 2025 e maio de 2026, a operadora registrou um crescimento de 8,3% no número total de usuários conectados em zonas rurais, onde a oferta de infraestrutura cabeada costuma ser escassa ou inexistente. Por outro lado, a expansão da Starlink em zonas urbanas — locais onde a empresa precisa disputar espaço diretamente com redes de fibra óptica de altíssima velocidade — tem acontecido de forma mais lenta e gradual.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




