O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aprovou, na última segunda-feira (27), o regulamento que estabelece as diretrizes desse novo tributo. A expectativa é que esse documento seja enviado à Receita Federal e publicado no Diário Oficial até a próxima quinta-feira (30).
O regulamento aprovado apresenta as orientações operacionais do IBS, pormenorizando como as normas previstas nas leis complementares devem ser interpretadas e aplicadas na rotina das empresas e da administração tributária. O alinhamento entre o IBS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é considerado um dos fundamentos da reforma tributária em andamento. Como ambos os tributos substituirão diversos impostos que incidem atualmente sobre o consumo, a padronização das normas pretende reduzir a complexidade tributária e facilitar o cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas.
É importante destacar que, embora o IBS seja um imposto de competência compartilhada entre estados e municípios, o regulamento aprovado deve trazer normas que estejam em consonância com a CBS, um tributo federal que faz parte do novo esquema de arrecadação tributária sobre consumo.
A integração entre o IBS e a CBS é fundamental, uma vez que ambos os tributos foram projetados com estruturas semelhantes, atuando de maneira refletida. Isso implica que os conceitos, as bases de cálculo e as normas operacionais seguirão uma lógica padronizada, facilitando o entendimento e a adoção das novas regras tributárias.
Inicialmente, a publicação do regulamento estava prevista para o ano anterior, mas foi adiada devido ao atraso na tramitação da segunda lei que regulamenta a reforma tributária. A aprovação da Lei Complementar nº 227/2026, que é crucial para a definição do modelo operacional do IBS, aconteceu apenas neste ano, o que afetou diretamente o cronograma estabelecido para a implementação do novo imposto.
Além disso, questões internas, como a reorganização do próprio Comitê Gestor e disputas relacionadas à sua composição, também estiveram entre os fatores que levaram ao adiamento. Com a aprovação do regulamento, o processo de implementação do IBS entra agora em uma fase mais concreta, o que é especialmente relevante quanto ao início do período de testes do novo sistema tributário, previsto para 2026.
Os próximos passos vão envolver a divulgação e a formação de uma compreensão mais ampla entre os contribuintes e a administração tributária sobre o funcionamento do IBS. O objetivo é garantir que todos estejam preparados para as mudanças que estão por vir e que o novo sistema tributário funcione de maneira eficaz assim que entrar em vigor.
Enquanto o cronograma se desenvolve, os envolvidos na formulação e implementação da reforma tributária ressaltam a importância de uma comunicação clara e contínua sobre as novas normas, afim de que as empresas possam se ajustar adequadamente às exigências do IBS e da CBS. Com o avanço dos trabalhos do Comitê Gestor e o início dos testes, espera-se que possa haver um aperfeiçoamento progressivo das diretrizes e uma redução de possíveis dúvidas ou incertezas que poderiam impactar o ambiente de negócios.
Fonte:: convergenciadigital.com.br



