Sem “super agro”, petróleo deve ser o motor externo do PIB no ano 

Redação Rádio Plug
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Imagem de drone mostra um petroleiro no termina...

Após alcançar recordes históricos em 2025, o agronegócio no Brasil deixará de ser o principal responsável pelas exportações do país em 2026. A expectativa é que no próximo ano o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seja impulsionado pela indústria extrativa, principalmente pelo petróleo. Simultaneamente, o consumo das famílias se firmará como a base da economia local.

Economistas e analistas consultados pelo InfoMoney afirmam que isso não significa que o setor agropecuário esteja em declínio, mas sim que haverá um efeito estatístico em decorrência da alta comparação com o ano anterior. A indústria extrativa, por sua vez, está sendo favorecida pelo impacto do conflito no Oriente Médio, que elevou as exportações de petróleo do Brasil.

O cenário para o agronegócio revela uma mudança de base. No último ano, o PIB do setor agropecuário teve um crescimento expressivo de 12,2%. Para 2026, as previsões indicam uma estabilização natural, com um avanço projetado entre 1% (segundo a Rio Bravo) e 3,9% (de acordo com a G5 Partners).

De acordo com Rodolfo Margato, economista da XP, o setor ainda deverá apresentar uma contribuição positiva de 2,3% no total do ano. No primeiro trimestre, a soja se destacará, com uma expansão estimada entre 4% e 5%.

Assim, a verdadeira pressão sobre a agricultura não está relacionada ao volume produzido, e sim à rentabilidade, que está sendo comprometida pelo aumento da dívida, a queda nos preços internacionais das commodities e o aumento dos custos de produção.

Petróleo

Enquanto o setor agropecuário desacelera, o petróleo apresenta um crescimento significativo. Margato ressalta que o Brasil é considerado um “vencedor relativo” na atual situação geopolítica e sublinha que o petróleo superou a soja como principal item das exportações brasileiras.

Esse aumento nas exportações ajuda a encobrir problemas internos na cadeia industrial. Segundo Luis Otávio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners, a expectativa é que a indústria como um todo cresça 0,9%, com ênfase na extração de petróleo e na venda de veículos.

Consumo das Famílias

Outro ponto importante para a economia brasileira em 2026 será o consumo das famílias. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, afirma que o consumo das famílias permanecerá como o principal motor econômico, apoiado por um mercado de trabalho robusto, aumento da renda nominal, expansão do crédito e políticas de incentivo.

Esse diagnóstico é amplamente aceito. Gabriel Couto, economista do Santander, destaca que o crescimento econômico observado no início deste ano é consequência direta do “impulso fiscal”, que inclui a isenção de Imposto de Renda para salários de até R$ 5.000, além de um mercado de trabalho fortalecido.

Margato, da XP, prevê um aumento de 0,8% no consumo das famílias no primeiro trimestre de 2026, sustentado também pela redução do desemprego, que deve ficar entre 5% e 5,6%, e pelos estímulos proporcionados pelo governo.

Fonte:: infomoney.com.br

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