Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul enfrentam uma série de eventos meteorológicos severos desde a última sexta-feira (25). Tempestades intensas, fortes rajadas de vento e quedas de granizo atingiram dezenas de municípios na região Sul, causando danos generalizados em infraestruturas urbanas e rurais, além de deixar milhares de desabrigados e desalojados.
De acordo com os boletins oficiais consolidados pelas defesas civis estaduais, o impacto combinado dos temporais afeta diretamente milhares de residências. O cenário exigiu a mobilização imediata de equipes de resgate, distribuição de materiais de assistência humanitária e decretos oficiais de situação de emergência em várias localidades afetadas pela força da natureza.
Cenário crítico em municípios catarinenses
Em território catarinense, o temporal do último domingo (27) intensificou os estragos, somando 18 municípios atingidos e dezenas de pedidos por suporte humanitário. Até o momento, sete cidades formalizaram decretos de situação de emergência: Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim, São Domingos e Formosa do Sul.
A cidade de Seara registrou um dos piores cenários, com uma tempestade de granizo que castigou todo o território municipal. Mais de 808 residências sofreram com destelhamentos, enquanto três postos de saúde, dez escolas e quatro prédios públicos também contabilizaram prejuízos estruturais.
Em Santiago do Sul, a combinação de chuvas volumosas, vendavais e granizo danificou 180 moradias e comprometeu prédios públicos. Já em Ponte Serrada, o granizo atingiu áreas centrais e bairros como o Moroso e a Linha Alegre, somando cerca de 100 edificações afetadas.
Outros municípios também registram balanços expressivos dos estragos. Em Anita Garibaldi, o fenômeno ocorreu durante a madrugada, danificando 89 habitações e mobilizando equipes para a distribuição emergencial de lonas. Em Arabutã, 76 residências foram danificadas; em Ipumirim, foram 45; e em Formosa do Sul, 27. No município de São Domingos, o temporal afetou 37 casas, atingiu cerca de 90 pessoas e destruiu dois aviários locais.
Na zona rural de Quilombo, o granizo e os ventos fortes atingiram 40 propriedades. A queda de árvores na rodovia SC-157 provocou interdições temporárias no trânsito, enquanto a ruptura de postes de sustentação elétrica deixou quatro comunidades completamente sem fornecimento de energia.
Impacto severo e dezenas de cidades atingidas no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a situação é ainda mais abrangente. A Defesa Civil estadual contabiliza ocorrências em 78 municípios, totalizando 83 chamados de emergência desde sexta-feira. Na tarde da última segunda-feira (28), instrumentos meteorológicos registraram ventos superiores a 70 km/h em diversas regiões.
Os principais registros estão associados a temporais, chuvas torrenciais, queda de granizo e episódios de movimentação de massa, como deslizamentos de solo e lama. O boletim oficial aponta quatro pessoas feridas — sendo duas no município de Pontão, uma em Alegrete e outra em Capão do Cipó —, além de mais de 39 mil pessoas afetadas direta ou indiretamente.
O número de desalojados no estado gaúcho chegou a 6.088, com outras 63 pessoas abrigadas em instalações públicas. No total, 4.982 residências sofreram danos parciais ou totais. Até o momento, as autoridades não confirmaram óbitos ou desaparecidos em decorrência dos temporais.
O município de Santiago destaca-se pelo volume de afetados, ultrapassando a marca de 26 mil pessoas atingidas pelo granizo. Na cidade, 13 moradores ficaram desabrigados e cerca de 6 mil desalojados, enquanto 3 mil residências precisaram de reparos. Os danos também alcançaram uma unidade de saúde e 20 estabelecimentos de ensino.
Em Alegrete, mais de 2 mil moradores sofreram com as intempéries. O município confirmou uma pessoa ferida, dez desabrigadas, 400 residências danificadas e pelo menos um prédio público com a estrutura comprometida pelas fortes chuvas e rajadas de vento.
Fonte:: diariopr.com.br


