Justiça condena ex-agentes da Guarda Civil que atuavam na Cracolândia

Redação Rádio Plug
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Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Três ex-agentes da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo foram condenados pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores a perderem a função pública e a cumprirem penas de prisão variando entre 11 e 16 anos em regime fechado.

Os agentes foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público e atuaram entre outubro de 2019 e janeiro de 2023, sendo responsáveis por abastecer o mercado ilegal de armas e munições na área do centro da cidade, popularmente conhecida como Cracolândia.

Além do comércio de armas, os ex-agentes também comercializavam bloqueadores de sinais de radiofrequência, que eram utilizados na ocultação de veículos roubados. A denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) revela que o esquema criminoso se aproveitava do cenário de degradação social e da alta incidência de atividades ilícitas em uma das regiões mais afetadas da cidade.

O GAECO afirmou em nota: “Ainda de acordo com as apurações, o comércio clandestino de armas integrava um ecossistema criminoso mais amplo, marcado também por receptação, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar e corrupção de agentes públicos”.

Contexto da Cracolândia

A Cracolândia, localizada no centro de São Paulo, era notória pelo uso aberto de drogas, especialmente o crack, além de outras substâncias como o álcool. Esta área também era um ponto de encontro para redes de tráfico e atuação em furtos. Contudo, há aproximadamente um ano e meio, houve uma ação que dispersou a maior parte dos usuários de drogas que ali se concentravam. Atualmente, ainda existem pequenos grupos, com menos de 15 indivíduos, que consomem entorpecentes abertamente na região.

A maioria dos moradores de rua, que costumava ficar nas imediações ou participar das cenas de consumo, foi deslocada para outras áreas da cidade, como Raposo Tavares, Cidade Tiradentes, Vila Leopoldina e Jardim Ângela. Essas mudanças geraram discussões sobre as políticas públicas de assistência e os desafios de enfrentamento ao tráfico de drogas e à marginalização social presente na cidade.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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