Defesa de Bolsonaro esclarece sobre armas não localizadas pelo Exército

Redação Rádio Plug
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Foto: © Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou, nesta terça-feira (7), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informações sobre duas armas que não foram encontradas pelo Exército. O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) havia informado ao STF, no dia anterior, que havia entregue à Polícia Federal (PF) seis das oito armas registradas em nome do ex-presidente. Conforme a instituição, uma pistola Glock e uma espingarda não puderam ser localizadas. A entrega das armas foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro.

Espingarda em empresa importadora

Os advogados do ex-presidente esclareceram que a espingarda em questão está guardada em uma empresa importadora de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. Segundo a defesa, essa arma foi um presente recebido por Bolsonaro, mas ainda não foi retirada da empresa.

Pistola apreendida

Quanto à segunda arma, a defesa afirmou que a pistola Glock mencionada é a mesma que foi apreendida com um dos seguranças do ex-presidente e que, atualmente, está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

Decisão de Moraes

Na última sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em seu nome. Essa decisão foi tomada em virtude da repercussão gerada pela apreensão de uma arma que estava com um dos seguranças particulares do ex-presidente.

Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro e tenha afirmado que as armas estão legalmente registradas, o ministro Moraes considerou que a posse de armamentos não é compatível com a execução da pena de prisão. Em 2022, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em um processo relacionado a uma suposta trama golpista. Após passar por uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir pena em regime domiciliar temporário, e atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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