PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra Lula

Redação Rádio Plug
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Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta segunda-feira (6) em favor de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja convocado para prestar depoimento no inquérito que investiga suas declarações consideradas caluniosas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O procurador fundamentou seu parecer na legislação penal vigente e destacou que Flávio Bolsonaro tem a oportunidade de se retratar sobre suas declarações, o que pode, em última instância, livrá-lo de uma possível condenação. Gonet argumentou que o depoimento do senador é de extrema importância, especialmente considerando essa possibilidade de retratação.

“Ainda persiste a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, uma medida de especial relevância, sobretudo pela possibilidade de uma retratação que poderia isentá-lo de pena”, afirmou o procurador durante a manifestação.

O inquérito em questão é resultado de uma publicação feita por Flávio em seu perfil na rede social X, datada de 3 de janeiro deste ano. Nesta postagem, o senador insinuou que Lula estaria envolvido em atividades ilícitas, afirmando que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas.” A afirmação foi proferida no contexto da captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.

No mês passado, a Polícia Federal concluiu a investigação e chegou à conclusão de que o senador teria de fato cometido calúnia contra o presidente. A agência de notícias entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro após a divulgação do relatório final da investigação, mas não obteve resposta até o momento. O espaço continua aberto para quaisquer comentários ou manifestações de sua parte.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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