Um navio petroleiro foi atingido nesta segunda-feira, 6, por um projétil não identificado em frente à costa de Omã, na região do Estreito de Ormuz, conforme informações divulgadas pela agência marítima britânica UKMTO.
De acordo com a UKMTO, “um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”. A agência acrescentou que, felizmente, o incidente não resultou em feridos nem causou danos ao meio ambiente.
Recentemente, o comando militar conjunto do Irã emitiu um alerta informando que todos os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz devem seguir as rotas aprovadas por Teerã. Caso contrário, estariam sujeitos a uma “resposta imediata e enérgica”, o que eleva novamente as tensões em torno dessa importante hidrovia, vital para o abastecimento global de energia.
O Estreito de Ormuz, localizado na saída do Golfo Pérsico, se tornou um dos principais focos das negociações visando um acordo que busque encerrar a guerra na região. O comunicado emitido pelo comando militar Khatam al-Anbiya foi divulgado um dia após diplomatas dos Estados Unidos e do Irã se reunirem com mediadores no Catar.
Ainda não se sabe ao certo o que motivou essa nova ameaça por parte do Irã. Entretanto, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) também se manifestou, informando que representantes de países do Oriente Médio reafirmaram, durante uma reunião no Bahrein, o compromisso com a livre circulação do comércio pelo Estreito de Ormuz.
O comunicado iraniano deixou claro que “qualquer descumprimento, desvio da rota designada ou desrespeito aos protocolos de navegação da República Islâmica do Irã no Estreito de Ormuz será respondido de forma imediata e enérgica pelas Forças Armadas, colocando em risco a segurança das embarcações infratoras”.
Além disso, a declaração insistiu que qualquer interferência das forças americanas na região “será recebida com uma reação rápida e decisiva”. A situação atual levanta preocupações sobre a segurança no estreito, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, onde uma porcentagem significativa do petróleo mundial é transportada.
Os desdobramentos desse incidente e as respostas previstas pelas forças locais e internacionais certamente serão acompanhados com atenção, dada a importância geopolítica da área e a fragilidade das relações entre as potências envolvidas.
Fonte:: estadao.com.br




