Ataques dos estados unidos atingem o irã em nova onda de retaliação militar

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram operações de retaliação classificadas como enérgicas contra o Irã nesta quarta-feira, dia 29. A ofensiva marca as primeiras ações diretas em território iraniano em quase uma semana, escalando novamente as tensões na região do Oriente Médio após um período de trégua frágil que havia sido estabelecido dias antes.

De acordo

Escalada verbal e ameaças de Washington

Horas antes do anúncio oficial das operações militares, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia adotado um tom duramente enfático, prometendo uma reação severa após um ataque com mísseis contra bases americanas na Jordânia.

A retórica adotada pela liderança americana repercutiu amplamente entre correspondentes internacionais. Segundo relatos da imprensa especializada, as declarações públicas enfatizaram que a resposta militar seria implacável contra os interesses iranianos na zona de conflito.

Essa troca de ameaças e ações bélicas acabou por dissipar rapidamente as expectativas diplomáticas de que um cessar-fogo — que vigorava desde o sábado anterior, dia 25 — pudesse pavimentar o caminho para a retomada de negociações de paz entre as nações envolvidas.

Contexto regional e novos alvos

A dinâmica do conflito tem ganhado múltiplos fronts nos últimos dias. Paralelamente às ações diretas no solo iraniano, autoridades da Arábia Saudita e o governo americano relataram bombardeios coordenados contra grupos armados atuantes no Iraque. A medida ocorreu após sucessivos registros de ataques com drones direcionados a instalações petrolíferas estratégicas em território saudita.

Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã justificou suas ações ofensivas, incluindo o lançamento de mísseis contra instalações militares americanas localizadas na Jordânia. Em nota oficial, o grupo paramilitar declarou que a resistência iraniana persistirá enquanto houver o que classificam como ameaças contínuas à soberania da República Islâmica.

Balanço das operações americanas

Conforme o avanço da noite, o Comando Central dos Estados Unidos emitiu um comunicado informando o encerramento bem-sucedido daquela que definiu como uma intensa onda de ataques contra alvos estratégicos.

A campanha militar abrangeu dezenas de pontos pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Entre os alvos atingidos figuram centros de comando e controle militar, armazéns e instalações voltadas para o desenvolvimento e lançamento de mísseis e drones, além de postos de vigilância, defesas costeiras e estruturas de capacidade marítima.

O comunicado oficial do Centcom reforçou que o objetivo central da ofensiva foi enfraquecer de maneira duradoura a capacidade de projeção de ameaças por parte de Teerã e de seus aliados regionais. A medida visa resguardar tanto o contingente militar americano quanto as rotas de transporte marítimo comercial e a segurança dos países vizinhos na bacia do Golfo.

Atualmente, o Departamento de Defesa mantém mais de 50.000 militares mobilizados em caráter permanente no Oriente Médio. Com a escalada recente, todo o efetivo permanece em estado de máxima prontidão e vigilância para responder a eventuais desdobramentos da crise.

Fonte:: estadao.com.br

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