Candidatos à presidência intensificam campanha com foco em segurança e economia no fim de semana

Redação Rádio Plug
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Foto: © Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL

A corrida pela Presidência da República teve um sábado de intensas movimentações políticas pelo país. Os principais nomes na disputa concentraram suas agendas em comícios, caminhadas, debates com eleitores e entrevistas, detalhando propostas para áreas cruciais como segurança pública, educação, economia e infraestrutura nacional.

No Rio de Janeiro, dois dos principais nomes da disputa realizaram atos simultâneos na capital fluminense. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre ao quarto mandato, participou de seu primeiro comício na cidade, sediado no Estádio Proletário Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

Durante o evento, Lula destacou a importância de apoiar candidaturas regionais alinhadas para impulsionar o desenvolvimento fluminense e afastar o estado do noticiário policial. A educação foi o eixo central de seu discurso, ocasião em que prometeu ampliar a rede de escolas em tempo integral e criar novas unidades de institutos federais.

“E quando alguém disser para vocês: ‘mas custa caro fazer educação’, vocês precisam responder, ‘e quanto custa não fazer?’. Ou a gente investe em educação hoje ou vai ter que investir em cadeias amanhã. Eu sei que o sonho de cada mãe, de cada pai é deixar uma profissão para os filhos”, declarou o presidente.

No âmbito internacional e econômico, o candidato afirmou estar aberto a negociações sobre a exploração de recursos como terras raras, mas ressaltou que a prioridade absoluta será dada aos interesses do Brasil. Ele também mencionou a necessidade de fortalecer o aparato de defesa para garantir a segurança nas fronteiras. Sobre a segurança pública urbana, prometeu uma atuação estratégica para retomar territórios dominados pelo crime no Rio de Janeiro sem recorrer a ações pirotécnicas.

Também na capital fluminense, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) realizou um ato político no Maracanãzinho, na Zona Norte, marcando o lançamento conjunto de candidaturas do partido no estado. O discurso do postulante centrou-se no combate enérgico à criminalidade organizada.

Flávio Bolsonaro defendeu o enquadramentode facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas. Entre suas propostas, constam o endurecimento geral de penas, a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a introdução da castração química para criminosos condenados por esse crime. Na área social, defendeu a manutenção de programas de transferência de renda vinculados à qualificação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo.

Propostas para infraestrutura e economia em outros estados

Fora do eixo sudeste principal, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agenda no interior paulista, passando por Araçatuba e Campinas. Em conversas com a imprensa, enfatizou a necessidade de ampliar os investimentos logísticos para baratear custos e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Caiado também abordou a segurança pública, sugerindo a tipificação de facções criminosas como terroristas, a construção de 40 presídios de segurança máxima e a integração de inteligência artificial nas forças policiais, além de cooperação internacional no combate ao narcotráfico. Questionado sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, posicionou-se favoravelmente, embora sem detalhar cronogramas ou modelos de transição.

O candidato Romeu Zema (Novo) esteve na Praça Dom Orione, em Belo Horizonte (MG), dialogando com aposentados. Sobre a Previdência, defendeu a flexibilização por meio de contratos baseados na hora trabalhada para estimular a formalização, além de sugerir o aumento gradual do tempo de contribuição para novas gerações no mercado. Zema também criticou duramente as plataformas de apostas online, classificando-as como “cocaína digital” e prometendo banir a atividade se eleito.

Debates sobre moradia e direitos trabalhistas

Em São Paulo, o candidato Renan Santos (Missão) apresentou propostas para o que chamou de “marco da desfavelização” no Jardim Panorama. O plano consiste na urbanização dessas regiões por meio de verticalização, construção de residências, melhoria na infraestrutura e abertura para investimentos privados, além de endurecer regras contra ocupações ilegais.

Ainda na capital paulista e na região do ABC, Hertz Dias (PSTU) realizou panfletagens e criticou a especulação imobiliária, contrapondo prédios vazios à falta de habitação acessível. Ele defendeu um plano nacional massivo de obras públicas voltado para a construção de moradias populares e equipamentos urbanos básicos.

Por sua vez, a candidata Clariana Barão (DC) focou sua agenda em entrevistas nas quais discutiu a transição gradual da escala 6×1 para a 5×2. Ela argumentou que a medida pode elevar a qualidade de vida do trabalhador, desde que planejada cuidadosamente para evitar impactos negativos na economia de setores variados.

A agenda do sábado ainda contou com a participação de Augusto Cury (Avante), que esteve em São Paulo em um congresso de recursos humanos e na Festa de Nossa Senhora de Achiropita; Edmilson Costa (PCB), presente em um encontro da Internacional Antifascista no Rio de Janeiro; e Wilson Grassi (Democrata), reunido com equipes de campanha.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a proibição para que o candidato Pablo Marçal (PRTB) realize atos de campanha, participe de debates ou tenha inserções no horário eleitoral gratuito.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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