Universidade federal no Paraná inaugura espaço de acolhimento sensorial para alunos

Redação Rádio Plug
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Foto: Sala Calma na UFPR (Foto: Setor de Tecnologia)

A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) passou a contar com uma nova facilidade voltada para a inclusão e o bem-estar estudantil. Foi inaugurada recentemente uma sala calma no Centro Politécnico, localizado em Curitiba, estruturada especificamente para servir como um ambiente de acomodação sensorial para alunos neurodivergentes que necessitam de pausas durante a rotina de estudos no ensino superior.

A implementação deste espaço reflete o esforço contínuo da instituição em promover a acessibilidade e garantir a permanência dos discentes em seus cursos. Como parte desse conjunto de diretrizes institucionais, a universidade lançou recentemente materiais informativos, a exemplo da cartilha voltada a práticas pedagógicas inclusivas para estudantes autistas, detalhando orientações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e os suportes colocados à disposição pela comunidade acadêmica.

Estrutura e funcionamento do novo ambiente

Instalada no segundo andar da Biblioteca de Ciência e Tecnologia, a sala foi planejada para oferecer um local com menor incidência de estímulos externos. O objetivo é permitir que o estudante consiga se reorganizar emocional e fisicamente antes de retornar aos compromissos acadêmicos habituais. O evento de inauguração ocorreu na quarta-feira (26), contando com a apresentação formal da estrutura para os frequentadores do campus.

sala

Para garantir o conforto adequado, o local recebeu investimentos em mobiliário específico, incluindo poltronas, pufes, itens com apelo sensorial e abafadores de som. Atualmente, a Coordenadoria de Acessibilidade (CAS), vinculada à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), presta acompanhamento regular a centenas de estudantes autistas matriculados na instituição, o que evidencia a relevância de medidas de suporte institucional.

Origem da demanda e construção coletiva

A concepção da sala teve início no começo do ano, respondendo diretamente a solicitações apresentadas pelos próprios discentes. A articulação do projeto foi encabeçada pela coordenação do curso de Engenharia Ambiental, que trabalhou em conjunto com a direção do Setor de Tecnologia e com as demais instâncias acadêmicas da universidade para viabilizar a iniciativa.

De acordo com a administração do campus, a materialização do projeto ocorreu de maneira colaborativa, unindo o empenho de docentes, setores administrativos, reitoria e o sistema de bibliotecas, que cedeu a área física para abrigar a estrutura. Profissionais da psicologia que atuam no suporte à acessibilidade destacam que dispor de um local adequado para a autorregulação é um fator determinante para assegurar a qualidade de vida e a continuidade dos estudos por parte desses universitários.

Diretrizes de uso e outras iniciativas no campus

O espaço fica aberto de segunda a sexta-feira, em horário amplo que acompanha o funcionamento da biblioteca, das 7h15 às 20h15, atendendo estudantes de todos os cursos situados no Centro Politécnico. Para preservar a proposta de calmaria, normas de convivência foram estabelecidas, como a manutenção do silêncio, a proibição de uso de celulares com som e a restrição do local para finalidades de estudo coletivo ou reuniões.

Recursos auxiliares, a exemplo de redutores de ruído e objetos de regulação, podem ser obtidos por empréstimo na Seção de Periódicos. Embora a apresentação de documentos comprobatórios, como a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), facilite o acesso em situações de sobrecarga, a equipe foi instruída a priorizar o acolhimento humanizado e imediato.

Esta não é a primeira experiência do tipo na universidade. No ano anterior, o Setor de Ciências Jurídicas já havia implementado um espaço com finalidade semelhante no Prédio Histórico. Ambos os projetos contaram com a assessoria técnica do Coletivo Stim, grupo estudantil de extensão dedicado à pauta da neurodiversidade, e a administração da UFPR estuda a implantação de salas similares em outras unidades acadêmicas.

Fonte:: bemparana.com.br

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