Ações no Pico Paraná buscam proteger natureza e orientar turistas

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Cultura.pr.gov.br

Esforço conjunto reforça a preservação ambiental no Pico Paraná

Na última quarta-feira (8), uma força-tarefa envolvendo o Instituto Água e Terra (IAT), a Coordenação do Patrimônio Cultural (CPC) da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) e diversos voluntários promoveu uma importante intervenção no Parque Estadual Pico Paraná (PEPP). A atividade consistiu na instalação de novas placas de sinalização e orientação ao longo da unidade de conservação, marcando um avanço na implementação do Plano de Uso Público Emergencial do local.

A medida tem como propósito fundamental organizar o fluxo de visitantes, elevar o patamar de segurança para os praticantes de montanhismo e mitigar os impactos ambientais decorrentes da intensa visitação nas trilhas e áreas de cumeadas da Serra do Ibitiraquire. Com a alta procura por esses roteiros de ecoturismo, a gestão da unidade busca equilibrar o acesso público com a integridade dos ecossistemas locais.

Educação ambiental e sinalização estratégica

Disseminadas por pontos de grande relevância e circulação dentro do parque, as placas recém-instaladas cumprem a missão de guiar os frequentadores pelos trajetos oficiais. Além disso, destacam setores que contam com restrições temporárias de acesso e lembram preceitos fundamentais de mínimo impacto ambiental, essenciais para a manutenção dos frágeis ecossistemas de alta montanha.

Marina Rampim, bióloga do IAT e chefe do Parque Estadual Pico Paraná, enfatiza a vertente educativa da iniciativa. Para ela, a comunicação visual clara cumpre o papel de conscientizar o público sobre a necessidade de um turismo equilibrado, visando à preservação da área verde, das formações montanhosas e de toda a extensão da Serra do Mar.

Proteção ao patrimônio natural e histórico

A Serra do Mar representa o maior bem tombado em extensão em território paranaense, destacando-se como um dos pilares da identidade cultural e natural do estado. A região abriga uma expressiva biodiversidade, cenários de rara beleza e rotas históricas, abrigando também a Serra do Ibitiraquire, onde se ergue o Pico Paraná, reconhecido como o ponto culminante de toda a Região Sul do Brasil.

Segundo o geógrafo Ricardo Letenski, representante da Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria da Cultura, as unidades de conservação desempenham um papel indispensável na defesa desses atributos. A aplicação do Plano de Uso Público é vista pelo especialista como um marco para harmonizar a salvaguarda desse legado com uma experiência de lazer segura e regrada.

Regras rígidas para regeneração da natureza

Entre as determinações práticas trazidas pelas novas diretrizes e sinalizações está a proibição expressa de acampamentos em zonas específicas. Essa restrição tem o propósito direto de permitir a recuperação de áreas que sofreram degradação, estimulando a regeneração natural típica dos campos de altitude.

O direcionamento visual também instrui os aventureiros a se manterem estritamente nos caminhos demarcados, evitando a abertura de atalhos informais que acabam por acelerar processos de erosão, compactar o solo e destruir a flora endêmica. Outras normas fundamentais abordadas nas placas incluem a vedação total ao uso de fogueiras, a exigência de que todo o lixo produzido seja recolhido e levado embora, e a recomendação do uso de kits dejetos para o tratamento adequado dos resíduos humanos.

Participação da sociedade civil

O sucesso da operação contou com o apoio essencial de voluntários inscritos no Programa de Voluntariado em Unidades de Conservação (VOU). O grupo colaborou ativamente no carregamento dos insumos pesados, na fixação das placas e no suporte às demandas de campo.

Ao unir a expertise de gestão ambiental do IAT com a proteção histórico-cultural exercida pela SEEC, o projeto reforça as diretrizes do governo estadual voltadas à conservação da Serra do Mar. A novidade na sinalização simboliza mais um avanço rumo a um turismo de montanha consciente, assegurando que as belezas naturais e o patrimônio histórico da região permaneçam acessíveis, preservados e seguros para as próximas gerações.

Fonte:: cultura.pr.gov.br

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