A PodHeitor International, liderada pelo consultor Heitor Medrado de Faria, anunciou recentemente o lançamento do PodHeitor Backup, Replicação e Conversão, um sistema integrado de proteção de dados que se destaca por ser o primeiro no segmento a não incluir código proprietário estrangeiro. Esse lançamento ocorre em um cenário delicado em relação à soberania digital, conforme evidenciado por relatórios do Gabinete de Segurança Institucional e a atuação de entidades como o Serpro e a Dataprev, além das discussões em torno da localização dos dados das estatais brasileiras.
A proposta técnica desse novo sistema é baseada em uma plataforma já conhecida: o Bacula, um software livre amplamente utilizado no ambiente corporativo. Em cima deste núcleo, foram incorporados plugins que expandem a proteção para diferentes tipos de dados, incluindo bancos de dados, ambientes virtualizados, diretórios de identidade e sistemas legados. Entre suas funcionalidades estão recuperação instantânea, deduplicação e mecanismos de detecção de ransomware, posicionando essa solução em uma competição direta com produtos já consolidados no mercado.
O PodHeitor Backup se apresenta como uma plataforma completa que combina backup, replicação e conversão de ambientes, com o objetivo de reduzir a dependência tecnológica externa e simplificar a gestão operacional. Sua arquitetura é centrada no Bacula, mas a verdadeira inovação acontece na camada adicional desenvolvida sobre ele, que proporciona uma maior capacidade de integração com ambientes corporativos diversos.
O sistema adota um modelo de gerenciamento centralizado, permitindo que políticas de backup sejam definidas de maneira unificada e aplicadas a diferentes tipos de ativos, como servidores físicos, máquinas virtuais e bancos de dados. Essa abordagem assegura suporte a múltiplos sistemas simultaneamente, eliminando a fragmentação frequentemente observada em ambientes corporativos, onde diversas ferramentas são utilizadas para cada tipo de carga de trabalho.
No que diz respeito à sua implementação, a solução é oferecida acompanhada de treinamento e suporte inicial, o que sugere uma abordagem que se aproxima de um serviço gerenciado, ao invés de um simples licenciamento de software. Essa suportabilidade pode facilitar a adoção do sistema, especialmente em ambientes que ainda não possuem uma maturidade elevada na gestão de backup.
Em termos de arquitetura, o sistema foi projetado para operar em diversos ambientes, desde os locais até os híbridos, possibilitando a armazenagem de dados tanto em infraestrutura própria quanto em nuvens. A falta de dependência de código proprietário estrangeiro é destacada como um elemento crucial neste projeto, assegurando um controle maior sobre a localização e o formato de armazenamento dos dados.
Outro ponto distintivo está no modelo de licenciamento e na origem do código. Ao contrário dos concorrentes que utilizam cobrança recorrente com base no volume de dados ou na infraestrutura protegida, a proposta do PodHeitor é de licença perpétua, com um pagamento único e manutenção opcional. Esse formato altera significativamente a estrutura de custo total ao longo do tempo, eliminando a necessidade de contratos contínuos com fornecedores externos.
Essa proposta é estrategicamente alicerçada em discussões sobre jurisdição e controle de dados. As empresas de tecnologia estrangeiras estão sujeitas a legislações de seus países de origem, como, por exemplo, o Cloud Act nos Estados Unidos, que permite o acesso a dados em custódia, independentemente da localização física das informações. Essas questões vêm sendo cuidadosamente analisadas por órgãos públicos brasileiros, especialmente em contextos relacionados a dados sensíveis ou infraestrutura crítica.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




