O inverno teve início na manhã deste domingo (21), trazendo consigo uma série de cuidados relacionados às baixas temperaturas, ambientes mais fechados e um aumento na circulação de vírus respiratórios. Durante esta estação, é comum que sintomas como tosse, coriza, dor de garganta, febre, dor no corpo, cansaço e congestão nasal se tornem mais frequentes, frequentemente associados a diferentes condições de saúde.
Entre os problemas respiratórios mais comuns nessa época do ano estão a Influenza A, Influenza B, Covid-19, resfriados, sinusites, bronquites, crises alérgicas e outras infecções do trato respiratório. Os sinais de tais doenças podem ser similares, especialmente nos primeiros dias, o que pode levar muitas pessoas a iniciar tratamentos de forma autônoma, sem a orientação de um médico.
Ricardo Benvenutti, vice-diretor clínico do Hospital VITA, alerta para o principal risco dessa prática: a suposição de que sintomas familiares sempre representam condições simples. “Muitas doenças começam de forma semelhante. Sintomas como febre, tosse, dor no corpo, coriza e dor de garganta podem surgir em infecções leves, mas também em quadros que necessitam de maior atenção. O fato de uma pessoa já ter passado por algo semelhante anteriormente não implica que a causa atual seja a mesma”, esclarece o especialista.
A similaridade dos sintomas favorece o hábito da automedicação, comum entre pacientes que tentam controlar febre, dor, congestão nasal ou tosse sem uma avaliação exacta sobre qual doença está se manifestando. Embora alguns medicamentos possam oferecer alívio temporário, a utilização inadequada pode ocultar sinais de agravamento e atrasar a busca por assistência médica.
“Quando a pessoa recorre a medicamentos apenas para abrandar os sintomas, pode acabar desenvolvendo uma falsa sensação de melhora. Isso não significa que a infecção esteja sob controle. Em determinadas circunstâncias, o quadro pode continuar a evoluir, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes, indivíduos com doenças crônicas e aqueles que possuem o sistema imunológico comprometido”, complementa Benvenutti.
Outro ponto crítico envolve o uso de antibióticos sem prescrição médica. Muitas das condições respiratórias que surgem durante o inverno são provocadas por vírus, e o uso de antibióticos sem indicação pode não resolver a origem do problema, além de contribuir para a resistência bacteriana e outros efeitos adversos.
Entre os sinais que indicam a necessidade de uma avaliação médica estão a presença de febre persistente, dificuldades respiratórias, chiado no peito, agravamento progressivo dos sintomas, sonolência excessiva, confusão mental em idosos, dor intensa, desidratação ou dificuldade para se alimentar e ingerir líquidos.
A consulta com um profissional é essencial para identificar a provável causa dos sintomas, orientar sobre o tratamento adequado, solicitar exames quando necessário e minimizar o risco de complicações. Em períodos de maior circulação de doenças respiratórias, é crucial redobrar a atenção, especialmente para indivíduos que pertencem a grupos de risco.
Medidas simples são fundamentais para reduzir a transmissão de doenças nessa temporada, como manter a vacinação atualizada, higienizar as mãos, evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas, usar máscara quando necessário e garantir a ventilação adequada nos ambientes. Mais importante do que apenas tratar sintomas isolados, o cuidado durante o inverno deve levar em conta a evolução do quadro clínico e os riscos individuais de cada paciente.
Fonte:: bemparana.com.br




