Eleições no Paraná terminam de forma pacífica após grande operação policial

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

O segundo turno das eleições municipais e estaduais no Paraná transcorreu em um clima de total tranquilidade e normalidade ao longo de todos os 399 municípios que compõem o estado. A segurança pública e a livre manifestação democrática dos cidadãos foram asseguradas por meio de uma ampla mobilização estratégica, que colocou em prática a chamada Operação Segundo Turno.

Centro Integrado de Comando e Controle Regional no Paraná

A coordenação de todo o esquema de segurança ficou a cargo da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), operando diretamente a partir do Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), sediado em Curitiba. A central de monitoramento em tempo real permitiu que os diferentes órgãos estaduais, federais e municipais atuassem em perfeita sintonia, garantindo o fluxo regular do pleito e a integridade de eleitores e mesários em todas as regiões paranaenses.

Balanço oficial de ocorrências e prisões

Durante toda a jornada cívica, as forças estaduais de segurança contabilizaram 47 ocorrências no total, que englobaram 49 crimes e infrações de menor potencial ofensivo. A resposta rápida e coordenada das equipes policiais resultou no encaminhamento de seis indivíduos para os devidos procedimentos na polícia judiciária, além da realização de duas apreensões estratégicas, que envolveram um veículo e materiais de propaganda eleitoral irregular.

O planejamento prévio e a atuação preventiva se estenderam não apenas aos locais de votação, mas também às principais vias públicas e ao suporte logístico essencial prestado ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), especialmente na escolta e no transporte seguro das urnas eletrônicas antes e depois da votação.

Tipos de infrações mais comuns

Entre os registros computados pelas autoridades policiais, algumas infrações se destacaram pela recorrência. As ocorrências mais frequentes envolveram o fornecimento ilegal de transporte ou refeição a eleitores e tentativas de violação do sigilo do voto, condutas coibidas severamente pela legislação eleitoral brasileira.

O monitoramento também flagrou casos tradicionais do período de votação, como a prática de boca de urna, situações de desordem que geraram prejuízos temporários aos trabalhos eleitorais e a propagação de propaganda eleitoral irregular. De forma mais específica, as equipes atenderam a duas ocorrências de violação ou tentativa de violação do sigilo da urna eletrônica ou de seus invólucros de segurança.

Foram catalogados, ainda, registros pontuais de desobediência a determinações expressas da Justiça Eleitoral, casos isolados de dano ao patrimônio público ou privado e episódios de falsidade ideológica eleitoral. Apesar dessas ocorrências, a avaliação geral das autoridades apontou para um pleito exemplar e sem incidentes graves.

Esquema grandioso de mobilização humana e tecnológica

Para assegurar a ordem pública, o suporte preventivo e o policiamento ostensivo em todas as seções eleitorais do estado, o governo estadual mobilizou um efetivo impressionante. Foram empregados 10.006 servidores das forças de segurança pública, apoiados por 2.432 viaturas terrestres.

A estrutura de patrulhamento e vigilância contou ainda com recursos avançados de mobilidade e monitoramento, incluindo o emprego estratégico de sete aeronaves para cobertura aérea, 24 drones equipados com câmeras para acompanhamento de aglomerações e fluxo de pessoas, além de 18 embarcações utilizadas em áreas de difícil acesso por terra.

Atuação conjunta e integrada

O sucesso operacional da jornada foi atribuído ao modelo de atuação integrada adotado no CICCR. O espaço reuniu representantes de diversas corporações, como a Polícia Militar do Paraná (PMPR), a Polícia Civil (PCPR), a Polícia Penal (PPPR), a Polícia Científica (PCIPR) e o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR).

A força-tarefa multidisciplinar contou também com a participação da Receita Estadual, do Ministério Público do Paraná (MPPR), da Polícia Federal (PF), do Exército Brasileiro, de guardas municipais, da Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito de Curitiba (Setran), da Copel, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Defesa Civil.

O fluxo contínuo de informações e dados em tempo real dentro do centro de comando permitiu tomadas de decisão ágeis e precisas. Esse alinhamento permanente com o TRE-PR, com o Ministério Público e com a Secretaria Nacional de Segurança Pública garantiu total transparência e eficiência durante todas as etapas do segundo turno no Paraná.

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Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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