Exportações recordes impulsionam queda no déficit das contas externas em junho

Redação Rádio Plug
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Foto: © REUTERS/Jorge Silva/ Proibido reprodução


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As transações correntes da economia nacional registraram uma melhora expressiva no sexto mês do ano, impulsionadas principalmente pelo forte desempenho do comércio exterior e por marcas históricas nas vendas ao mercado internacional.

Conforme os dados das Estatísticas do Setor Externo divulgados nesta terça-feira (28) pelo Banco Central (BC), o déficit em transações correntes fechou o período em US$ 2,3 bilhões. O montante representa menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões computado em junho de 2025.

A retração no saldo negativo foi puxada de forma direta pelo avanço da balança comercial brasileira. O superávit do setor atingiu US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, superando de maneira expressiva os US$ 5,2 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Considerando a comparação entre os meses de junho de anos diferentes, houve uma expansão de US$ 3,6 bilhões no superávit do comércio exterior.

As vendas externas de mercadorias alcançaram o patamar de US$ 36,4 bilhões, estabelecendo o maior volume já registrado na série histórica do Banco Central. Esse desempenho representou uma alta de 24,8% em relação a junho de 2025. Do lado oposto, as compras do exterior também cresceram, somando US$ 27,6 bilhões, o que equivale a um incremento de 15,3% na mesma base de comparação.

Apesar do cenário favorável na balança comercial, o setor de serviços apresentou ampliação no déficit, que subiu US$ 0,7 bilhão na comparação anual, encerrando o mês em US$ 5,1 bilhões.

Esse resultado negativo em serviços decorreu, sobretudo, da alta nas despesas líquidas associadas a viagens internacionais, custos com fretes e transportes, além de gastos relacionados a telecomunicações, serviços de informática e computação.

No acumulado de 12 meses finalizado em junho, o saldo negativo em transações correntes totalizou US$ 61,4 bilhões, montante que corresponde a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período encerrado em junho de 2025, a marca negativa acumulada era bem superior, situando-se em US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB.

Movimentação de Investimentos

No tocante aos investimentos diretos no país (IDP), o indicador reportou entradas líquidas de US$ 9,1 bilhões ao longo de junho, superando consideravelmente os US$ 3,1 bilhões verificados em igual mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, o fluxo de investimento direto chegou a US$ 89,3 bilhões, representando 3,58% do PIB.

Por outro lado, os investimentos em carteira apresentaram uma saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. O movimento foi gerado por retiradas líquidas de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimentos, que foram parcialmente atenuadas por entradas da ordem de US$ 1,6 bilhão direcionadas a títulos de renda fixa no mercado doméstico.

Evolução das Reservas Internacionais

O volume de reservas internacionais encerrou o mês de junho em US$ 367,6 bilhões, o que representou uma retração de US$ 3,6 bilhões frente ao saldo apurado em maio. De acordo com o Banco Central, a diminuição do montante decorreu de flutuações cambiais entre as diversas moedas que integram as reservas, de operações de venda de dólares realizadas no mercado à vista e de variações nos preços dos ativos financeiros mantidos no portfólio.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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