Licença ambiental liberada para a construção da nova pista do aeroporto Afonso Pena no Paraná

Redação Rádio Plug
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Avanço histórico na infraestrutura aeroportuária do estado

O cenário do turismo e da logística na Região Metropolitana de Curitiba está prestes a passar por uma grande transformação. O Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental do Governo do Paraná, oficializou a emissão da Licença de Instalação que autoriza o início imediato das obras da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais. O projeto monumental conta com investimentos estimados em R$ 800 milhões, custeados integralmente pela concessionária administradora do terminal.

Com essa liberação regulatória, o estado dá um passo decisivo rumo à modernização de sua malha de transportes. A estrutura inédita é tratada por lideranças empresariais e especialistas como um pilar estratégico indispensável para elevar a competitividade paranaense, atrair novas companhias aéreas internacionais, incrementar o fluxo de visitantes e consolidar a região como um polo de destaque para grandes eventos e negócios.

Detalhes técnicos e prazos de execução

Projetada para atender aos mais exigentes padrões internacionais de aviação civil, a nova pista contará com dimensões robustas: serão 3 mil metros de extensão por 45 metros de largura, complementados por acostamentos pavimentados de 7,5 metros em cada lateral.

O planejamento da construtora vencedora da licitação também contempla áreas de segurança nas extremidades, plataformas específicas para a contenção de jatos de motores e a implantação de seis novas vias de táxi (taxiways), fundamentais para agilizar a movimentação das aeronaves entre os pátios e a pista de pouso.

O cronograma oficial estabelece que os trabalhos práticos devam se estender por aproximadamente 28 meses, englobando tanto a fase construtiva quanto os trâmites rigorosos de homologação junto aos órgãos reguladores federais. Durante o pico das atividades, a expectativa da concessionária é de que sejam gerados cerca de mil postos de trabalho diretos na região.

Impactos profundos na cadeia turística e de serviços

O reflexo da ampliação aeroportuária promete ser amplamente sentido pelos setores de hotelaria, gastronomia e comércio. Para Jonel Chede Filho, presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (SEHA) e coordenador do G5 do Turismo paranaense, a conectividade é o ponto nevrálgico para o sucesso de qualquer destino.

“Não basta termos hotéis qualificados, gastronomia de ponta e belas atrações se faltar capacidade logística para trazer um volume maior de visitantes ao Paraná. Quando um turista desembarca aqui, ele ativa toda uma cadeia econômica”, pontua Chede, reforçando que o fluxo de pessoas otimiza o desempenho de agências de viagens, transportadoras e prestadores de serviços em geral.

O fortalecimento da rota internacional ligando Curitiba a Lisboa, operada pela TAP Air Portugal, ilustra o apetite do estado por novos mercados globais. Com a infraestrutura reforçada pela terceira pista, o terminal ganha margem de manobra para negociar novas frequências e rotas transcontinentais.

Estímulo ao turismo de negócios e convenções

Outro segmento diretamente beneficiado será o turismo corporativo. A ampliação da capacidade operativa do Afonso Pena credencia Curitiba e sua região metropolitana a pleitear a sede de congressos, feiras setoriais e grandes convenções de nível internacional.

Especialistas apontam que o visitante de negócios costuma gerar um impacto financeiro superior por estadia, preenchendo leitos hoteleiros fora das temporadas de férias tradicionais e, muitas vezes, retornando posteriormente acompanhado da família para desfrutar dos atrativos turísticos locais.

Rigor ambiental e medidas de compensação

Por se tratar de uma intervenção de grande envergadura, a Licença de Instalação emitida pelo IAT impõe o cumprimento estrito de 41 condicionantes ecológicas. As exigências determinam o monitoramento contínuo da fauna local — com atenção especial a espécies nativas, como os bugios —, além da execução de programas voltados à recuperação vegetal e à preservação dos recursos hídricos na área de influência do aeroporto.

A diretora de Negócios Brasil da concessionária responsável, Monique Henriques Barbato de Souza, enfatizou que o projeto executivo foi ajustado para assegurar total harmonia com as normativas de sustentabilidade. O objetivo é conjugar o desenvolvimento econômico com a mitigação rigorosa de quaisquer danos ao ecossistema regional.

Legado para as próximas décadas

Além do transporte de passageiros, a infraestrutura modernizada dará suporte logístico adicional ao escoamento de cargas e ao fortalecimento do setor produtivo paranaense, injetando dinamismo na economia estadual.

Ao unir esforços entre o poder público, órgãos reguladores e a iniciativa privada, o Paraná pavimenta o caminho para um novo patamar de desenvolvimento. A terceira pista do Afonso Pena deixa de ser apenas um projeto de engenharia para se consolidar como um marco de prosperidade e abertura para o futuro.

Fonte:: diariopr.com.br

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