Lula defende inteligência artificial em português para reduzir dependência externa

Redação Rádio Plug
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Segundo o petista, a formação de mão de obra na...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em ato público realizado em Maceió (AL) que o Brasil precisa fomentar o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial baseadas na língua portuguesa. Durante discurso na Praça Marechal Deodoro, o chefe do Executivo destacou a importância de diminuir a dependência tecnológica em relação aos Estados Unidos e à China, preparando as novas gerações para os desafios do mercado global e da economia digital.

O pronunciamento ocorreu a poucos dias do primeiro turno das eleições e integrou uma agenda de comícios na região Nordeste. Na ocasião, o líder brasileiro enfatizou que a capacitação profissional da juventude deve estar alinhada com setores estratégicos do futuro, tais como a indústria digital, a transição energética, a exploração de minerais críticos e o ecossistema de inteligência artificial.

De acordo com o presidente, o país necessita investir na formação de mão de obra altamente qualificada para garantir soberania em setores cruciais da economia moderna, evitando que o país fique subordinado a diretrizes estrangeiras. “A gente vai formar a nossa meninada nessa chamada nova indústria digital. A gente vai formar a nossa meninada nessa nova transição energética. A gente vai formar a nossa meninada nessa questão de terras-raras e minérios críticos, porque eu quero inteligência artificial em língua portuguesa e não em inglesa ou chinesa”, declarou aos apoiadores presentes no evento político.

Estratégia nacional e investimentos em tecnologia

A diretriz mencionada pelo presidente está diretamente alinhada aos objetivos propostos pelo PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial). O programa governamental estabelece diretrizes para a criação de modelos avançados de linguagem voltados especificamente para a língua portuguesa, fundamentando-se em bases de dados nacionais que reflitam a rica diversidade cultural, social e linguística do país.

O planejamento estratégico abrange aportes financeiros expressivos voltados para a ampliação da infraestrutura computacional, estímulo à pesquisa científica, desenvolvimento de inovações e capacitação técnica de profissionais. A estimativa oficial aponta investimentos na ordem de R$ 23 bilhões direcionados ao PBIA até o ano de 2028, buscando consolidar o ecossistema tecnológico nacional.

Como parte dessas iniciativas, o governo federal formalizou em agosto a aquisição de um supercomputador de grande porte destinado ao treinamento de sistemas avançados de IA. A ferramenta tecnológica tem como propósito atender demandas de órgãos públicos, universidades federais, centros de pesquisa científica e empresas integradas ao setor de inovação no Brasil.

Paralelamente, autoridades governamentais avançam na consolidação da chamada Nuvem Brasileira, uma infraestrutura soberana dedicada ao armazenamento e processamento seguro de dados públicos. O projeto multissetorial foi anunciado no final de agosto e reúne a atuação conjunta do Serpro, do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

Foco na educação e qualificação profissional

Durante o evento em solo alagoano, a pauta tecnológica foi diretamente conectada à necessidade de expansão das políticas públicas voltadas para a educação básica e superior. O chefe de Estado resgatou a importância de programas educacionais já consolidados, citando iniciativas como o Prouni, o Fies e o programa de incentivo à permanência escolar Pé-de-Meia.

“Eu quero provar que a meninada brasileira não deve nada a ninguém”, pontuou o mandatário, reforçando o compromisso com a criação de oportunidades de emprego qualificado para os jovens cidadãos por meio de investimentos consistentes no sistema educacional público e privado.

Articulação política em Maceió

O comício na capital alagoana reuniu diversas lideranças políticas estaduais e nacionais aliadas ao governo federal. Entre os presentes estavam o candidato ao governo estadual Renan Filho, o atual governador Paulo Dantas e o senador Renan Calheiros, figuras de destaque do MDB na região.

Antes do discurso principal do presidente, a primeira-dama Janja Lula da Silva também discursou para o público presente, manifestando apoio à candidatura presidencial e tecendo críticas a adversários políticos, a exemplo de Flávio Bolsonaro (PL), além de mencionar investigações recentes envolvendo o sistema financeiro.

Ao encerrar o ato público, o presidente apelou aos eleitores para que apoiem os candidatos aliados que concorrem a cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas, frisando a importância de formar uma base sólida de sustentação parlamentar para viabilizar a governabilidade em um eventual novo mandato.

Fonte:: poder360.com.br

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