Na busca pela soberania digital, Brasil enfrenta desafios sem um Marco de Cibersegurança

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O Brasil encontra-se em uma posição desfavorável no cenário global de cibersegurança, conforme alerta o Superintendente Executivo da Anatel, Gustavo Borges. Ele destaca que o país está ficando para trás em comparação a outras nações, não apenas as potências como Estados Unidos e China, mas também em relação a países da América Latina, como Chile e Uruguai, que já implementaram seus marcos legais de cibersegurança. “Ainda não temos um marco definido para nossa realidade”, lamenta Borges.

Em uma entrevista à CDTV, Gustavo Borges enfatiza que a cibersegurança se tornou um tema crucial no debate sobre soberania digital e solicita uma maior agilidade do Congresso Nacional na formulação de legislações pertinentes. “É fundamental que haja uma direção clara que envolva todos os setores”, afirma. Ele reconhece que o ambiente atual apresenta desafios, especialmente devido ao calendário eleitoral e à iminente Copa do Mundo, mas ressalta que a cibersegurança é uma pauta de Estado que transcende disputas políticas. “Não existem controvérsias nesse assunto. É uma questão que interessa tanto à direita quanto à esquerda. O que queremos é viabilizar a votação dessa pauta”, acrescenta.

Borges argumenta que a Anatel deve ser a principal responsável pela segurança cibernética do país por sua capacidade de atender a essa demanda de maneira rápida e eficaz, considerando que as telecomunicações constituem uma das infraestruturas críticas essenciais para a segurança nacional. Para ele, a implementação de um marco de cibersegurança não só ajudaria a proteger dados e sistemas, mas também serviria para fortalecer a confiança dos cidadãos nas tecnologias digitais.

Com a crescente digitalização e a dependência de serviços online pelo cidadão comum, a falta de uma estrutura legal que regule e proteja as informações no meio digital pode trazer riscos significativos. Para Borges, a ausência de um marco de segurança adequado torna o Brasil vulnerável a crimes cibernéticos e outras ameaças. A natureza globalizada da tecnologia atual exige que o país se adeque rapidamente às normativas que estão sendo estabelecidas em outras partes do mundo.

Ainda na entrevista, Borges fez um apelo para que o governo brasileiro e os órgãos reguladores, incluindo a Anatel, se unam para pressionar o Congresso a tratar a cibersegurança como uma prioridade. “Se outros países conseguiram avançar, por que nós não conseguimos?”, questiona. O superintendente menciona exemplos de legislações de sucesso em outros países, que têm promovido uma maior segurança e confiança no ambiente digital, e enfatiza a necessidade de aprendizado e adaptação por parte do Brasil.

Sendo assim, a criação de um Marco Legal de Cibersegurança não se limita apenas à proteção de dados, mas também possui implicações diretas na economia digital e no desenvolvimento de um mercado de tecnologias mais robusto. “É preciso criar um ambiente favorável para a inovação, onde as empresas e startups possam operar com segurança e confiança”, conclui. A entrevista completa pode ser assistida para mais detalhes sobre as propostas e visões de Gustavo Borges.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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