Foto: Ricardo Almeida/SESP
Em uma ação colaborativa visando o fortalecimento da segurança pública, a Cadeia Pública de Francisco Beltrão (CPBEL) finalizou, nesta semana, a coleta de perfis genéticos de 100% dos internos aptos a participarem desse procedimento na unidade.
A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Além das coletas, as equipes realizaram treinamentos técnicos para capacitar os policiais penais que atuam na unidade, preparando-os para os processos de coleta e manuseio do material genético.
“A coleta de perfis é uma das ferramentas mais eficazes para auxiliar na Justiça. Cada perfil que é adicionado ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) aumenta a capacidade de identificar autores de crimes e relacionar vestígios coletados em diversas ocorrências. O sucesso em mais uma unidade evidencia o compromisso das instituições paranaenses com a produção de provas técnico-científicas de alta qualidade, além de fortalecer a segurança pública”, afirma Ciro Pimenta, diretor-geral da PCIPR.
A conclusão das coletas na CPBEL faz parte de um cronograma mais amplo que abrange coletas em toda a Regional 7 da Polícia Penal. O progresso das atividades avança em diferentes estágios nas demais comarcas do Sudoeste e Sul do Paraná. Em Santo Antônio do Sudoeste, os trabalhos estão quase finalizados, com a unidade prestes a concluir a coleta de todos os indivíduos-alvo. O mutirão de coleta também ocorrerá nas unidades de Pato Branco (CPPB), na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB) e em União da Vitória (CPUVIT).
A intensificação das coletas é uma resposta às diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). De acordo com a legislação vigente, a coleta de material genético é direcionada a pessoas condenadas por crimes definidos por lei, com os perfis sendo inseridos no BNPG.
“A finalização das coletas na Cadeia Pública de Francisco Beltrão representa um progresso significativo no cumprimento da legislação. Esse resultado foi possível graças ao trabalho conjunto entre a Polícia Penal e a Polícia Científica, que atuaram de forma integrada para assegurar a eficácia da ação e a capacitação dos policiais penais da unidade, garantindo a continuidade do trabalho e ampliando a autonomia das equipes, o que contribui para a qualidade contínua dos procedimentos realizados no sistema prisional”, destaca Ananda Chalegre, diretora-geral da PPPR.
A coleta de perfis genéticos é considerada crucial para a investigação criminal contemporânea, pois possibilita o cruzamento de perfis genéticos com vestígios encontrados em cenas de crime. Dessa forma, a prática contribui para a elucidação de delitos, a identificação de autores e o fortalecimento das provas técnico-científicas.
Fonte:: seguranca.pr.gov.br




