A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado obteve um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou um movimento significativo desse produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais que sustentam esse volume histórico é a robusta infraestrutura de refrigeração disponível dentro do porto, a qual passou por importantes ampliações focadas na eficiência e na sustentabilidade.
Parte da estrutura que suporta as exportações do agronegócio é o pátio do terminal, que conta com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados, utilizados para acondicionar diversos tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa infraestrutura é integralmente sustentada por energia elétrica proveniente de Esse modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade liderada pela empresa pública Portos do Paraná.
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Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Portos do Paraná, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em apoiar o crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder prontamente às exigências do mercado internacional. Integrar essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, assegurando uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No que diz respeito à transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) que operavam com diesel, para energia elétrica na área ferroviária. O terminal possui 40 equipamentos desse tipo em funcionamento, e essa iniciativa representa a primeira fase de testes para uma possível ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), uma tecnologia de alta confiabilidade, isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, que é controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões voltados à expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, está em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em uma etapa futura.
Garcia reafirma que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenvolvido para o complexo. “A modernização energética e os investimentos estruturantes que observamos no porto demonstram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel, como autoridade portuária, é garantir que essa expansão técnica ocorra em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
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CERTIFICADO – Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa, bem como o aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende a uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Fonte:: parana.pr.gov.br




