Diferentes federações sindicais do setor de telecomunicações uniram forças para convocar uma manifestação de grande porte na fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O ato público está agendado para esta quarta-feira, dia 29 de julho, com início previsto para as 11 horas. O movimento não se restringe à capital fluminense e prevê mobilizações simultâneas em frente a cortes de justiça de várias outras regiões do país.
Reivindicações urgentes e o drama das rescisões
O principal objetivo da mobilização é pressionar o Poder Judiciário pela imediata liberação dos recursos destinados ao pagamento das verbas rescisórias dos profissionais que já foram desligados da Serede. Além disso, os manifestantes exigem garantias financeiras robustas para assegurar os direitos trabalhistas dos funcionários da Oi que ainda podem vir a perder seus postos de trabalho no curto prazo.
A tensão entre os empregados e a gestão da companhia aumentou após pedidos recentes protocolados pelo administrador judicial da Oi junto à Justiça. O cenário gerou forte apreensão na categoria diante da possibilidade de desligamentos em massa sem a devida quitação dos valores devidos aos colaboradores. Cabe agora ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro avaliar os desdobramentos e proferir uma decisão sobre o caso.
Crise financeira e risco de paralisação total
A situação econômica da operadora é alarmante. De acordo A diretoria da operadora já emitiu alertas sobre o risco iminente de paralisação de serviços essenciais que ainda são mantidos pela prestadora para a população.
Para as entidades sindicais, a crise atual é resultado de uma falha grave de planejamento estratégico. Os representantes dos trabalhadores sustentam que a Oi deveria ter estruturado um plano de reestruturação e demissões bem antecedido, que contemplasse obrigatoriamente a reserva de capital necessária para a indenização de todo o quadro de pessoal.
O clima de insegurança entre os empregados foi agravado recentemente após a decretação da falência da Serede, subsidiária que deixou mais de 5 mil profissionais sem receber os devidos acertos trabalhistas. Diante desse precedente, cresce o temor generalizado de que a Oi esteja seguindo o mesmo caminho de colapso financeiro, penalizando milhares de famílias.
Fonte:: convergenciadigital.com.br




