De 22 a 26 de junho, a Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizou uma intensa série de inspeções em unidades prisionais situadas na região de fronteira e divisas do estado. Essas ações fazem parte do planejamento do Encontro dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SULMaSSP), que reuniu representantes das forças de segurança do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul para discutir estratégias colaborativas no combate ao crime organizado.
A fiscalização abrangia sete estabelecimentos penitenciários, com vistorias minuciosas em várias cidades, incluindo Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Umuarama, Guaíra, Marechal Cândido Rondon e Francisco Beltrão. Mais de 115 policiais penais foram mobilizados para garantir a eficácia das operações, levando à movimentação de aproximadamente 1.600 pessoas privadas de liberdade (PPL), o que possibilitou a revisão rigorosa de celas e galerias em busca de irregularidades.
O principal intuito das inspeções é a identificação e apreensão de materiais e objetos ilegais dentro das penitenciárias e cadeias públicas, além de desarticular possíveis canais de comunicação entre facções criminosas, assegurando a ordem, segurança e disciplina no ambiente prisional.
O diretor operacional da PPPR, Rogério Orem, destacou a importância da colaboração entre estados nesta operação. Ele enfatizou que “a atuação da Polícia Penal na Operação SULMaSSP representa uma integração estratégica, possibilitando, dentro do sistema penitenciário, a fiscalização tanto de custodiados quanto das estruturas das unidades prisionais. Estamos monitorando líderes que estão encarcerados e compartilhando informações de segurança e inteligência em tempo real com as polícias dos outros quatro estados envolvidos,” afirmou Orem.
Analisando os aspectos táticos e operacionais, a contribuição dos grupos especializados da PPPR foi fundamental para o êxito das missões na região de fronteira. Sidnei de Souza Geraldino, chefe da Divisão de Segurança Penitenciária da PPPR, ressaltou que o combate ao crime organizado exige essa colaboração constante e coordenada. Ele destacou que “a atuação da PPPR foi essencial, utilizando o Setor de Operações Especiais (SOE) e o Setor de Operações Táticas (SOT), reforçando a segurança nas unidades prisionais localizadas em zonas de fronteira.” Geraldino também enfatizou os efeitos a longo prazo da operação: “Essa ação integrada aumenta a capacidade de resposta do Estado e evidencia a importância de uma atuação preventiva por parte da Polícia Penal do Paraná, ajudando a enfraquecer as organizações criminosas e garantindo a segurança do sistema prisional, bem como a proteção da sociedade paranaense,” afirmou.
Os fundamentos da Operação SULMaSSP foram discutidos logo no início oficial das agendas, que ocorreu em 23 de junho, em Foz do Iguaçu. Durante a abertura, o procurador-geral de Justiça do Paraná, Francisco Zanicotti, abordou os desafios geográficos e logísticos comuns enfrentados pelos estados parceiros, como extensas faixas de fronteira, corredores logísticos vitais, significativa movimentação econômica e a pressão exercida por facções criminosas que tentam operar para além das fronteiras territoriais.
“O crime organizado não reconhece limites geográficos. Portanto, nossa resposta deve ser integrada, fundamentada na cooperação, no intercâmbio de informações e no compromisso mútuo de proteger a nossa sociedade”, assinalou o procurador-geral, que reforçou a importância das ações conjuntas ao longo da semana no estado do Paraná.
Fonte:: policiapenal.pr.gov.br




