Promovido anualmente pela ABRH Brasil, o Prêmio Ser Humano consolida-se em sua edição de 2026 como uma das mais importantes iniciativas de valorização das boas práticas corporativas voltadas para o capital humano no país. A cerimônia oficial de premiação está marcada para o dia 18 de agosto, das 14h40 às 15h20, durante a realização do CONARH, no São Paulo Expo.
Com a participação ativa de seccionais da associação em todo o território nacional, a premiação busca dar destaque a organizações e profissionais que desenvolvem projetos consistentes e transformadores. O objetivo central é gerar resultados concretos não apenas para o ambiente interno das empresas, mas também para os colaboradores e para a sociedade em geral.
Mais do que laurear o sucesso corporativo, a proposta é disseminar abordagens bem-sucedidas para que sirvam de referência e inspiração a todo o mercado de trabalho brasileiro. Segundo Rosanne Martins, diretora nacional do Prêmio Ser Humano, quando uma boa prática recebe esse tipo de reconhecimento, ela transborda os limites da empresa onde foi criada e passa a contribuir para a evolução de todo o ecossistema empresarial.
Foto Rosane
A edição deste ano também evidencia uma mudança profunda na estrutura das companhias: a gestão de pessoas deixou de atuar em uma posição meramente isolada ou de suporte para integrar de vez o núcleo estratégico e a sustentabilidade dos negócios.
Rig PROCESSOS DE AVALIAÇÃO E RIGOR TÉCNICO
Um dos grandes diferenciais apontados pelos organizadores é a profundidade do processo de análise dos projetos. A avaliação vai muito além da mera apresentação de uma boa ideia ou de discursos bem elaborados. O comitê analisa o contexto de criação da iniciativa, os objetivos propostos, a metodologia empregada, os indicadores de desempenho, os resultados efetivos e o potencial de impacto sustentável.
O prêmio conta com critérios estritos, avaliadores devidamente capacitados e etapas rigorosas de calibragem. Na edição de 2026, todo o fluxo passou por auditoria externa, atingindo 100% de conformidade, o que reforça o compromisso da ABRH Brasil com a credibilidade e a transparência.
Os avaliadores buscam, sobretudo, a coerência entre o problema mapeado pela organização, a solução implementada e os frutos colhidos. Isso demonstra que não são necessários investimentos bilionários ou tecnologias futuristas para alcançar relevância. Muitas vezes, as propostas mais impactantes nascem de uma leitura apurada das reais necessidades das equipes e da cultura da empresa.
Quatro modalidades contemplam a diversidade corporativa
Os trabalhos inscritos concorrem em quatro categorias distintas: Desenvolvimento, Excelência Organizacional, ESG e Jovem. Essa divisão permite contemplar desde programas focados na formação de novas lideranças e retenção de talentos até ações ligadas à responsabilidade social, inovação e preparação das novas gerações para o mercado.
A exigência primordial em todas as frentes é a demonstração de impacto real. As empresas contemporâneas enfrentam o desafio constante de comprovar, por meio de dados, como suas ações geram transformações efetivas nos negócios e na vida dos colaboradores.
O corpo de avaliadores é composto por profissionais voluntários de vasta experiência no mercado. Entre eles está Beatriz Mello, executiva e consultora que participa pela segunda vez consecutiva do processo de análise. Para ela, o contato com iniciativas de várias regiões do país proporciona um panorama rico e inspirador.
Foto Beatriz
Beatriz Mello possui sólida formação internacional, com passagens por universidades de prestígio como Harvard e Toronto, além de ter atuado em grandes multinacionais e redes de inovação globais. A especialista reforça que a avaliação exige responsabilidade, mas traz enorme satisfação ao comprovar o poder transformador das pessoas dentro das corporações.
O futuro do trabalho e a centralidade humana
A análise dos projetos inscritos revela tendências claras no ambiente corporativo brasileiro. Assuntos como saúde mental, diversidade e inclusão, experiência do colaborador, transformação cultural e novas tecnologias aparecem de forma cada vez mais integrada às estratégias de longo prazo.
No entanto, a diretoria do prêmio alerta que colocar as pessoas no centro não significa eliminar os desafios operacionais, mas sim reconhecer que o capital humano é o verdadeiro motor de qualquer resultado empresarial. Essa postura deve se refletir nas atitudes cotidianas, especialmente em momentos de crise ou reestruturação, e não apenas em campanhas de marketing interno.
Ao conectar o reconhecimento público à circulação de conhecimento prático, o Prêmio Ser Humano consolida seu papel como indutor de mudanças profundas, provando que cuidar das pessoas e impulsionar os negócios são caminhos complementares e essenciais para o futuro da economia nacional.
Fonte:: diariopr.com.br




