Apesar das medidas implementadas pelo Judiciário para enfrentar o crescente número de litígios, como a adoção de novas tecnologias e o fortalecimento de precedentes, o volume de ações judiciais no Brasil continua a crescer de maneira acelerada. Para aliviar a pressão sobre o sistema judiciário, é fundamental deixar de lado a cultura da sentença e passar a adotar uma cultura de pacificação, que visa prevenir que um número tão elevado de disputas chegue ao Judiciário.
O advogado ressalta que a promoção de alternativas e soluções pacíficas para os conflitos pode reduzir significativamente a judicialização. A busca por acordos e mediações deve ser reforçada, considerando que muitas vezes as partes já possuem interesses comuns que podem ser explorados. Essa mudança de paradigma é essencial para a construção de um ambiente mais harmônico e menos sobrecarregado de processos judiciais.
Ele também destaca que a promoção de uma cultura de paz nas relações sociais e comerciais pode trazer benefícios para toda a sociedade, como a diminuição da insegurança jurídica e a valorização dos direitos de todos os cidadãos. Assim, o foco deve ser na educação para a resolução de conflitos, capacitando as pessoas a lidar com desavenças de maneira pacífica e colaborativa.
Em um cenário onde a judicialização se torna uma prática comum, o advogado enfatiza que é dever de todos – operadores do direito, instituições e sociedade civil – colaborar para práticas que incentivem a mediacom resolução de conflitos de forma eficiente. A transformação do atual modelo se torna, portanto, uma questão não apenas jurídica, mas social e cultural.
Com as recentes mudanças e a crescente conscientização sobre a importância da pacificação, especialistas acreditam que é possível vislumbrar um futuro em que a justiça será buscada não apenas através do litígio, mas também por meio do diálogo e da negociação. Dessa forma, a expectativa é que as instituições de Justiça evoluam para um sistema mais justo e menos oneroso para todos.
Fonte:: conjur.com.br




