Diretor-geral da Polícia Federal rejeita acusação de monitoramento de ministro do Supremo Tribunal Federal

Redação Rádio Plug
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Foto: © Lula Marques/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, apresentou sua defesa nesta sexta-feira (11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rechaçando categoricamente as acusações de que a corporação teria realizado o monitoramento ilegal de autoridades, incluindo o ministro André Mendonça.

Na manifestação oficial, Rodrigues argumentou que os relatórios de inteligência produzidos e enviados à Suprema Corte ocorreram em estrito cumprimento a determinações judiciais emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes. O delegado enfatizou que os documentos não configuram ações de vigilância, coleta clandestina ou qualquer procedimento invasivo contra magistrados.

"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva", declarou o diretor-geral em seu arrazoado.

Contexto do embate institucional

A controvérsia ganhou força quando o ministro André Mendonça, atuando como relator de um processo envolvendo o Banco Master, determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada. A medida cautelar foi tomada após questionamentos sobre a legalidade e a forma de produção dos relatórios elaborados pela polícia investigativa.

Contudo, a cúpula da PF retornou aos cargos logo no dia seguinte, amparada por uma determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, após uma movimentação jurídica da Advocacia-Geral da União (AGU). O chefe do STF estabeleceu um prazo de 48 horas para que a defesa de Rodrigues fosse formalizada, etapa concluída com a entrega da manifestação recente.

O afastamento inicial determinado por Mendonça atendeu a um pedido protocolado pelo partido Novo. No entanto, a defesa de Andrei Rodrigues questionou a legitimidade da legenda para requerer medidas cautelares dessa natureza contra pessoas específicas perante o Poder Judiciário.

Outro ponto rebatido pelo delegado diz respeito à alegação de que os relatórios teriam caráter apócrifo. Segundo Rodrigues, os documentos possuem autoria institucional devidamente registrada em sistemas internos da corporação. Ele justificou que a omissão do nome específico do analista nos textos segue diretrizes legais de proteção aos profissionais de inteligência, amparadas por decreto federal e normas técnicas da área.

Posicionamento da Advocacia-Geral da União

A Advocacia-Geral da União reforçou junto ao STF a necessidade de manutenção de Andrei Rodrigues no cargo máximo da Polícia Federal. Em sua petição, o órgão jurídico do governo federal sustentou que o afastamento judicial de chefias estratégicas de órgãos policiais afeta diretamente as competências constitucionais conferidas ao presidente da República no comando da administração federal.

Para a AGU, a remoção abrupta dos diretores compromete a cadeia de comando e a própria estabilidade administrativa da corporação em um momento de intensa atividade investigativa.

A crise institucional na mais alta corte do país escalou após desdobramentos de investigações financeiras e cruzamento de relatórios internos, resultando em uma sucessão de decisões cruzadas entre ministros sobre o sigilo de documentos, a validade de relatórios de inteligência e a permanência de dirigentes nas estruturas de segurança pública do Estado.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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