Governo federal aponta conexão entre mercado de apostas e o crime organizado

Redação Rádio Plug
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Foto: © Rosinei Coutinho/STF

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, declarou nesta terça-feira (3) que o poder executivo identificou uma aproximação alarmante entre o setor de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, e organizações criminosas no país.

Durante uma audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os desdobramentos da proibição dessas plataformas, o chefe da pasta ressaltou que a medida provisória responsável por paralisar a atuação das empresas de apostas online desempenhou um papel fundamental no enfrentamento à criminalidade.

“Desafortunadamente, constatamos uma proximidade indesejável da atividade de bets com o crime organizado, com a lavagem de dinheiro”, pontuou o ministro perante a corte.

Conforme as informações repassadas pelo Ministério da Justiça durante a sessão no Supremo, as autoridades já conseguiram bloquear R$ 3,3 bilhões em transações financeiras consideradas suspeitas e vinculadas a essas plataformas de apostas. Esse volume expressivo de recursos foi retido no âmbito de 21 ações coordenadas por forças policiais e pelo Ministério Público, conduzidas de forma contínua desde o ano de 2018.

De acordo com a avaliação do governo, as facções e redes criminosas têm se valido da estrutura dos sites de apostas eletrônicas como um mecanismo sofisticado para ocultar a origem de capitais, conferindo uma fachada de legalidade a montantes obtidos por meio do tráfico de entorpecentes e de outras práticas ilícitas graves.

“É relevante que a coletividade brasileira perceba exatamente do que se trata e do que estamos a decidir hoje nesta ocasião aqui”, enfatizou o representante do governo federal durante o debate.

Audiência

A realização da audiência pública foi determinada pelo ministro Luiz Fux, que atua como relator das ações protocoladas na Suprema Corte pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As entidades do setor buscam a anulação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, ato normativo que determinou a interrupção da exploração comercial e da veiculação de campanhas publicitárias voltadas aos jogos virtuais. O texto restritivo entrou em vigor no mês de setembro deste ano.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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