O corpo do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti foi velado nesta segunda-feira (27) no Salão Branco da Suprema Corte, em uma cerimônia marcada por homenagens de autoridades, magistrados e familiares. Gallotti faleceu no domingo (26), aos 95 anos de idade, deixando um legado marcante na história do judiciário brasileiro, onde atuou intensamente entre os anos de 1984 e 2000.
Durante o velório, ministros da atual composição do STF e representantes de diversos outros tribunais do país compareceram para prestar as últimas condolências e participar de uma missa reservada. O cronograma de despedida prevê que o sepultamento ocorra nesta terça-feira (28), a partir das 16h, no tradicional Cemitério São João Batista, localizado na cidade do Rio de Janeiro.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, discursou em nome de toda a Corte durante as homenagens, destacando a postura reservada e ética que acompanhou Gallotti ao longo de toda a sua carreira na magistratura, ressaltando que o magistrado priorizava o dever institucional em detrimento de evidências pessoais.
“Sua trajetória testemunha uma geração que compreendia o exercício da jurisdição como missão de Estado, jamais como instrumento de afirmação pessoal. Para essa geração, o juiz devia ser firme sem arrogância, independente sem isolamento, humano sem abandonar o rigor do direito”, afirmou Fachin durante o seu pronunciamento solene.
Nascido na capital fluminense em 27 de outubro de 1930, Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti carregava um forte DNA jurídico, integrando uma das famílias mais tradicionais dedicadas à história da justiça no Brasil.
A tradição na mais alta corte do país vem de berço: seu avô, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, exerceu o cargo de ministro do STF entre os anos de 1917 e 1931. Posteriormente, o pai do magistrado, Luiz Gallotti, também integrou o tribunal entre 1966 e 1968. A tradição familiar na magistratura continuou através das gerações seguintes, sendo representada atualmente por sua filha, Maria Isabel Galotti, que atua como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Antes de alcançar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, Octavio Gallotti construiu uma sólida e extensa carreira pública no setor jurídico. Ele atuou inicialmente como assistente da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na sequência, consolidou sua trajetória ao se tornar procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), passando a integrar posteriormente o próprio colegiado como ministro daquela corte de contas. A indicação para o STF ocorreu por ato do então presidente da República João Figueiredo, coroando uma jornada dedicada ao serviço público e ao fortalecimento das instituições democráticas do país.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br





