O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou na última sexta-feira, 12, que a administração americana tomará medidas para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, “com ou sem a ajuda” do Irã. Durante suas declarações, ele foi enfático ao afirmar que, mesmo em um cenário onde não haja um acordo com as autoridades iranianas, as Forças Armadas do país retomarão o fluxo de navios no estreito estratégico.
Wright destacou a importância do Estreito de Ormuz, onde cerca de sete milhões de barris de petróleo bruto e refinado são transportados diariamente do Golfo Pérsico. Ele mencionou que se um acordo com Teerã for alcançado, as sanções impostas ao país poderão ser “parcialmente suspensas”. Esses comentários foram feitos durante um evento sobre segurança energética promovido pela Bloomberg.
No que diz respeito aos elevados preços da gasolina nos Estados Unidos, o secretário afirmou que não pretende impor uma proibição às exportações de petróleo como forma de conter os custos. Contudo, ele não descartou a possibilidade de oferecer uma isenção do imposto sobre combustíveis durante o verão do Hemisfério Norte, com o intuito de auxiliar os consumidores americanos diante do cenário de alta nos preços.
Em relação à Venezuela, Wright revelou que os Estados Unidos estão colaborando com o país sul-americano no setor energético. Ele ressaltou que as exportações de petróleo da Venezuela mais que dobraram desde o início do ano e antecipou um crescimento considerável nesse segmento nos próximos meses. O secretário frisou que essa expansão será um fator importante para o mercado de petróleo e contribuirá para a estabilidade das exportações funcionais do país.
Essas declarações do secretário de Energia refletem a atual estratégia dos Estados Unidos em garantir a segurança energética em uma região marcada por tensões geopolíticas e práticas comerciais voláteis. O Estreito de Ormuz, como principal corredor de transporte de petróleo, continua sendo um ponto crucial para a economia global, e as ações de Washington demonstram a seriedade com que o tema está sendo tratado pelas autoridades americanas.
Fonte:: estadao.com.br




