Ministra do Tribunal Superior do Trabalho é homenageada em São Paulo

Redação Rádio Plug
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Foto: Divulgação / Foto: Vinicius Abrantes

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realizou, na última sexta-feira (14/8), uma cerimônia solene para homenagear a ministra Morgana de Almeida, integrante do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A entrega do Colar do Mérito Acadêmico da Universidade integrou a programação oficial das comemorações de 80 anos da instituição de ensino.

A solenidade ocorreu no teatro da universidade (Tuca) e reuniu diversas autoridades de destaque do cenário jurídico nacional, incluindo o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF); Paulo Gonet Branco, procurador-geral da República; Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República; a ministra Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM); o ex-ministro do STF Nelson Jobim; o ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e Gláucio Araújo de Oliveira, procurador-geral do Trabalho.

Também marcaram presença na mesa de honra e na plateia os ministros do TST Maria Cristina Peduzzi, Kátia Arruda e Amaury Rodrigues Pinto Júnior, além da presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargadora Maria do Carmo Cardoso, e o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Christiano Jorge Santos.

Trajetória e relevância acadêmica

A magistrada homenageada possui forte ligação com a instituição paulista. Ela é doutora e mestre em Direito Constitucional pela própria PUC-SP, além de atuar como pesquisadora na área de acesso à Justiça por meio de políticas públicas judiciárias. Com pós-doutorado pela Universidade de Coimbra, a ministra também integra a Academia Brasileira de Direito Constitucional.

Durante o evento, a condecoração teve um significado histórico por marcar, de forma inédita nos oitanos anos da PUC-SP, a entrega da referida honraria a uma mulher. Em seu discurso, Morgana de Almeida enfatizou a importância das conquistas femininas no meio jurídico e a superação de barreiras históricas.

“Quando uma magistrada tem a honra de ser agraciada com tamanha distinção, ecoam no recinto as vozes de incontáveis trabalhadoras, acadêmicas e mães que desbravaram os terrenos áridos da desigualdade para que nós pudéssemos florescer. A quebra de paradigmas não se resume a ocupar assentos. Trata-se de reformular as bases da nossa cultura, garantindo que o mérito seja avaliado sem as amarras dos preconceitos históricos”, pontuou a ministra perante o público presente.

Desafios contemporâneos da magistratura

A atuação da Justiça do Trabalho diante das rápidas transformações tecnológicas e das novas configurações nas categorias profissionais também foi tema central da manifestação da ministra. Ela destacou que o judiciário trabalhista encontra-se no centro de profundas mudanças sociais e econômicas.

Segundo a integrante do TST, lidar com as novas engenharias produtivas exige sabedoria e audácia para atualizar os mecanismos de proteção social, mantendo como foco principal a equidade. Nesse contexto desafiador, a ministra ressaltou o papel indispensável da universidade como um reduto de reflexão e lucidez diante da pressa e das polarizações da sociedade moderna.

“Vivemos, é verdade, a era das máquinas que respondem em segundos. Mas há algo que nenhum algoritmo é capaz de reproduzir: a experiência humana de duvidar, de errar, de amadurecer uma ideia ao longo de anos de convívio com mestres e colegas. Nenhuma inteligência artificial substitui isso”, declarou.

A cerimônia foi encerrada com aplausos de professores, estudantes e juristas que lotaram o teatro, reafirmando a relevância histórica da PUC-SP na formação democrática, humanística e jurídica do país ao longo de suas oito décadas de existência.






Fonte:: conjur.com.br

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