A Justiça do estado do Rio de Janeiro concluiu mais uma etapa do processo sobre a morte da cantora e influenciadora digital Aline Borel dos Santos. O Tribunal de Justiça, por meio da Vara Criminal de Araruama, na Região dos Lagos, determinou a condenação dos envolvidos no assassinato da jovem, que ocorreu no ano de 2022 e gerou forte comoção nacional entre admiradores e usuários das redes sociais.
Durante a sessão de julgamento, que teve início em uma quinta-feira e se estendeu até a madrugada do dia seguinte, o conselho de sentença avaliou as responsabilidades dos réus denunciados pelo Ministério Público. Ao final dos debates judiciais, Natanael dos Santos Nunes e Luiz Henrique Motta Fersura receberam penas severas de reclusão. Natanael foi condenado a 28 anos e um mês de prisão, enquanto Luiz Henrique recebeu pena fixada em 16 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.
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De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil e fundamentadas na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o crime ocorreu em 20 de abril de 2022. Naquela data, Aline Borel foi atraída pelos criminosos sob falsos pretextos até a Praia do Dentinho, localizada na localidade de Praia Seca, onde acabou sendo executada a tiros.
As apurações apontaram que, além de Natanael e Luiz Henrique, o esquema criminoso também contava com a participação de outros indivíduos, identificados como João Vítor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira. As autoridades policiais constataram que Ricardo exercia a liderança da facção criminosa responsável pelo tráfico de drogas na região conhecida como Corte, situada em Praia Seca.
O planejamento do homicídio, segundo o inquérito, partiu do líder do tráfico local sob a suspeita infundada de que a jovem estaria repassando informações estratégicas para uma milícia rival que disputava o controle territorial daquela área da Região dos Lagos. Conforme a conclusão das investigações policiais e ministeriais, a artista foi assassinada por um grave erro de avaliação dos criminosos.
Repercussão e memória da artista
Ao proferir a sentença, o magistrado Eric Baracho Dore Fernandes, que presidiu a sessão do Tribunal do Júri, destacou a trajetória de Aline Borel e a forma espontânea com que ela se relacionava com o público na internet. O juiz pontuou que a jovem conquistou notoriedade nacional ao compartilhar vídeos de cunho bem-humorado, interpretações musicais e composições próprias em plataformas digitais.
Na fundamentação da decisão judicial, o magistrado registrou: “Aline Borel era pessoa querida por inúmeros fãs e seguidores, conhecida por seu jeito inocente e espontâneo nos inúmeros programas de auditório que participou e vídeos protagonizados em redes sociais. Em razão disso, o crime gerou ampla comoção, com grande repercussão e cobertura na imprensa, em razão da sensação coletiva de perda precoce da vítima Aline Borel, que contava com uma verdadeira legião de fãs e seguidores”.
Aline Borel ganhou grande visibilidade pública ao publicar versões de canções populares, incluindo sucessos da dupla Sandy & Junior, além de músicas autorais que rapidamente alcançavam grande alcance na internet, a exemplo do viral intitulado *É cansativa a vida do crente*. A perda precoce da influenciadora continua sendo lembrada por admiradores que acompanhavam seu conteúdo digital.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br




